Brasil tem mais de 5 mil vagas abertas em empregos verdes
Brasil
Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou projeto que prevê pagamento a produtores rurais, comunidades tradicionais e outros beneficiários por ações de prevenção e combate a incêndios em suas propriedades, dentro do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais. O texto também amplia o público prioritário e ainda será analisado por outras comissões antes de seguir ao Senado. (Agência Câmara)
Pesquisa da Associação Brasileira do Agronegócio mostra que práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de plantas de cobertura já estão amplamente difundidas no campo brasileiro. No entanto, mais da metade dos produtores ainda não conhece o conceito de agricultura regenerativa. O estudo aponta como principais entraves a falta de conhecimento técnico, ausência de mercado estruturado e retorno financeiro incerto. (Abag)
Ministério Público de Goiás ajuizou ações civis públicas para responsabilizar uma usina sucroenergética por danos ambientais causados por derramamentos de vinhaça em Ipiranga de Goiás, com pedidos de indenização que somam cerca de R$ 140 milhões. As ações incluem exigências de recuperação ambiental, recomposição de vegetação, monitoramento hídrico e medidas preventivas para evitar novos episódios. (MPGO)
Energisa inaugura viveiro de plantas em Campo Grande, MS, com capacidade para produzir mais de 30 mil mudas nativas, voltadas à arborização urbana planejada e à formação de florestas urbanas compatíveis com a rede elétrica. A iniciativa também prevê doação de mudas, apoio a municípios e ações de compensação ambiental, com foco em sustentabilidade e redução de conflitos com a infraestrutura urbana. (Energisa)
Embrapa apontou que o uso de canola de segunda safra para produção de combustível sustentável de aviação (SAF) pode reduzir as emissões em até 55% em comparação ao querosene fóssil. O estudo destaca que o potencial depende de avanços tecnológicos e regulatórios, além do uso de hidrogênio renovável, que pode ampliar significativamente a redução de emissões. (Embrapa Meio Ambiente)
Governo de SP definiu novas regras para a queima controlada no campo, estabelecendo critérios mais rigorosos para autorização e divisão de competências entre órgãos ambientais e agrícolas. A medida busca reforçar o controle ambiental, garantir segurança jurídica ao produtor e organizar o uso do fogo em atividades agrícolas, com entrada em vigor em até 90 dias. (Semil-SP)
BNDES liberou a primeira parcela de R$ 40 milhões do Fundo Clima para a empresa Tree Agroflorestal investir na restauração de 15 mil hectares da Mata Atlântica no Norte do RJ. O projeto prevê recuperação de áreas degradadas, geração de créditos de carbono e criação de empregos, com foco em bioeconomia e resiliência climática. (BNDES)
Energia solar ultrapassou R$ 300 bilhões em investimentos no Brasil. O setor acumula mais de 2 milhões de empregos, quase R$ 96 bilhões em tributos e 68,8 GW de capacidade instalada, mas enfrenta gargalos como inversão de fluxo na geração distribuída e cortes de geração em grandes usinas. Para 2026, a entidade projeta adição de 10,6 GW, abaixo dos 11,4 GW registrados em 2025. (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica)
Brasil perdeu 1,6 milhão de hectares de cobertura arbórea em florestas tropicais úmidas em 2025, queda de 42% em relação a 2024, segundo dados do Global Forest Watch, do World Resources Institute. A redução brasileira contribuiu para a queda global de 35% nas perdas florestais tropicais, que somaram 4,3 milhões de hectares no ano. AM, MT, MS, AC e RR tiveram as maiores reduções, enquanto o MA registrou aumento. (World Resources Institute)
Instituto Brasileiro de Mineração apresentou, em 23 de abril, em Belo Horizonte, MG, os resultados ESG da mineração referentes a 2024 e lançou o novo ciclo de coleta de dados do MineraDados, com ano-base 2025. A plataforma reúne informações ambientais, sociais e de governança das empresas associadas de forma agregada, sem exposição individual, para ampliar a transparência, apoiar a gestão de indicadores e subsidiar decisões e políticas públicas para o setor mineral. (Instituto Brasileiro de Mineração)
Levantamento da plataforma Infojobs aponta mais de 5 mil vagas abertas no Brasil para “empregos verdes”, impulsionadas pela demanda por profissionais ligados à agenda ESG. As maiores oportunidades estão em responsabilidade socioambiental, com 3.946 vagas; ambientalismo, com 921; engenharia ambiental, com 272; e ESG, com 65. Empresas como Coca-Cola FEMSA, Aura Minerals, Tenda, JSL, NEC Energia, Ascenty e Cobrape estão entre as que buscam analistas, engenheiros, coordenadores, comunicadores e gestores para áreas de sustentabilidade. (Infojobs)
Experimento da Embrapa em Santo Antônio de Goiás, Goiás, mostrou que o sistema agroflorestal no Cerrado dobrou o estoque de carbono no solo em seis anos, com acúmulo médio de 2,24 toneladas por hectare ao ano. O modelo, implantado em uma área de 1 hectare, combinou árvores nativas, adubação verde e cultivo de feijão em plantio direto, mantendo produtividade acima de 1.000 quilos por hectare e contribuindo para fertilidade do solo, biodiversidade e mitigação climática. (Embrapa)
Lei de Incentivo à Reciclagem já movimentou cerca de R$ 3 bilhões em investimentos no Brasil. Os recursos, oriundos de deduções no Imposto de Renda, têm sido destinados à modernização de cooperativas, capacitação de catadores e ampliação de unidades de reciclagem. Governo destaca o impacto na economia circular e no desenvolvimento social, embora representantes do setor apontem a necessidade de mais investimentos e políticas permanentes. (Agência Câmara)
Programa Pactos pelo Piauí alcançou resultados expressivos na área ambiental, com 100% dos municípios aderindo ao ICMS Ecológico. A iniciativa já cumpriu cerca de 75% das metas, incluindo ações como reflorestamento, combate a incêndios e apoio a planos climáticos. O governo destaca a cooperação entre estado e municípios como fator-chave para os avanços. (Governo do Piauí)
Projeto da UFSC avaliou os impactos da supressão florestal sobre espécies nativas no estado. O estudo identificou alta diversidade genética em espécies como araucária (Araucaria angustifolia) e imbuia (Ocotea porosa), mas alertou para perdas populacionais com a remoção da vegetação. Os pesquisadores apontam que a supressão pode ser viável com medidas de compensação, como reflorestamento e conservação. Os resultados ajudam a equilibrar expansão industrial e proteção ambiental. (UFSC)
Embrapa anunciou uma parceria com a empresa canadense Soil Sky Alliance para implementar um projeto de plantio gratuito voltado à geração de créditos de carbono em áreas agrícolas de SP. O programa disponibilizará sete máquinas de plantio sem custo para produtores, beneficiando cerca de 40 a 50 agricultores e cobrindo aproximadamente 1,4 mil hectares. Em troca, os produtores poderão gerar créditos de carbono destinados ao mercado internacional, com potencial compra por grandes empresas como Amazon, Microsoft e Shell. O projeto-piloto começa na safra 2026/27 e será testado também na fazenda experimental AgNest, em Jaguariúna, onde a Embrapa avalia novas tecnologias agrícolas em parceria com o setor privado. (Embrapa; Soil Sky Alliance)

América Latina
Chile inaugurou o Centro de Pesquisa sobre Solos e Funções Ecossistêmicas, o primeiro centro de interesse nacional dedicado ao estudo dos solos e seu papel nos ecossistemas. Liderado pela Universidad Austral de Chile, o projeto busca gerar conhecimento para apoiar políticas públicas e enfrentar desafios como mudanças climáticas e segurança alimentar. A iniciativa reúne mais de 30 pesquisadores e conta com financiamento estatal por cinco anos. (Universidad Austral de Chile)
Pesquisa liderada pela Universidad Católica del Maule, no Chile, desenvolve nanocompostos para aumentar a eficiência de fertilizantes e reduzir impactos ambientais na agricultura. A tecnologia permite liberação controlada de nutrientes e reaproveita resíduos agroindustriais, contribuindo para a economia circular. O projeto também fortalece a colaboração internacional e busca soluções para desafios como mudanças climáticas e produtividade agrícola. (Universidad Católica del Maule)
Na Colômbia, grupo SURA firmou parceria de R$ 910 milhões com o Bancolombia atrelado ao desempenho em metas ambientais, sociais e de governança. A operação inclui compromissos como redução de emissões de carbono, ampliação de investimentos sustentáveis e manutenção de indicadores de confiança com stakeholders. O modelo integra desempenho financeiro e sustentabilidade, com metas verificáveis alinhadas a padrões internacionais. (Grupo SURA)
Primeira Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis ocorreu de 24 a 29 de abril, em Santa Marta, na Colômbia, reunindo governos, cientistas, sociedade civil e setor privado para discutir a redução da dependência de petróleo, gás e carvão. No Brasil, dados do Instituto de Estudos Socioeconômicos mostram que os subsídios aos combustíveis fósseis caíram 42% em 2024, para R$ 47 bilhões, mas ainda superam os incentivos às renováveis: R$ 2,52 para fósseis a cada R$ 1 destinado a fontes limpas. (Instituto de Estudos Socioeconômicos)
Câmara dos Deputados do México aprovou reforma que cria o certificado laboral para a agroexportação, voltado a comprovar o cumprimento de obrigações trabalhistas e de seguridade social por empresas exportadoras. O texto, aprovado por 396 votos e enviado ao Executivo, permite à Secretaria do Trabalho e Previdência Social emitir certificações e prevê medidas de regulação comercial em casos de práticas ligadas a desmatamento ou mudança ilegal de uso do solo florestal. A indústria mexicana do abacate deve ser a primeira a integrar o novo instrumento. (APEAM)
Associação de Produtores, Empacotadores e Exportadores de Abacate do México entregará 80 mil mudas de pinus e cedro em Jalisco em 2026, dentro do Programa de Conservação de Bosques. Desde 2023, a entidade informa ter produzido e entregue 230 mil plantas florestais no estado, beneficiando produtores, comunidades, reservas ecológicas e prefeituras em 15 municípios autorizados a exportar abacate aos EUA. (APEAM)
Estudo da Universidade Iberoamericana aponta que mudanças climáticas podem aumentar em até 15% a mortalidade no México após eventos extremos como ciclones e inundações. Os impactos na saúde podem durar até dois meses, com aumento de doenças respiratórias, mentais e virais. O efeito varia conforme as condições sociais e atinge mais populações vulneráveis. (Universidad Iberoamericana)

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