Exportações brasileiras de café, açúcar e melaços superam US$ 2,3 bilhões em setembro

Exportações agroindustriais para a UE somaram US$ 1,922 bilhão nos primeiros quatro meses do acordo interino Mercosul–UE, alta de 21%. Na safra 2025/26, os embarques de trigo superaram o recorde de 16,2 milhões de toneladas, enquanto as exportações de óleos vegetais atingiram 5,5 milhões de toneladas entre janeiro e agosto, também recorde. Empresas do complexo de grãos e oleaginosas ingressaram US$ 22,275 bilhões em divisas entre janeiro e setembro, queda de 22% na comparação anual. (Secretaria de Agricultura; Bolsa de Comércio de Rosário; Ciara-CEC – 2/10/26)
Empresas do complexo oleaginoso e de cereais liquidaram US$ 3,228 bilhões em divisas em setembro, alta de 17% ante agosto e terceiro maior valor para o mês em 25 anos. Entre janeiro e setembro, o ingresso acumulado atingiu US$ 22,275 bilhões, queda de 22% ante o mesmo período de 2025. (Ciara-CEC – 1/10/26)
Cerca de 70% dos US$ 14,75 bilhões necessários para a implantação da safra 2025/26 foram financiados por terceiros, equivalente a US$ 10,32 bilhões. Crédito comercial respondeu por 55% desse financiamento, enquanto bancos e Mercado Argentino de Valores concentraram os 45% restantes, aproximadamente US$ 4,61 bilhões. (Bolsa de Comércio de Rosário – 2/10/26)

Iniciado o Censo Agropecuário 2026, o primeiro realizado em 13 anos. O levantamento de campo segue até 15/12 e reunirá informações sobre produção, uso da terra e tecnologia para atualizar os dados do setor e apoiar o planejamento agropecuário. (INE; ABI – 5/10/26)

AD Ports Group concluiu aquisição da Corredor Logística e Infraestrutura (CLI), operadora de terminais de açúcar e grãos nos portos de Santos, SP, e Itaqui, MA, em operação avaliada em US$ 835 milhões. A transação, maior aquisição da história do grupo, marca sua entrada na América do Sul. (AD Ports Group – 2/10/26)
XP concluiu oferta de R$ 5,3 bilhões do XP CDI CRA Fiagro, fundo de investimento voltado às cadeias do agronegócio e a ativos como Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). O fundo, gerido pela XP Vista Asset Management, teve 53 milhões de cotas distribuídas na primeira emissão. (XP Investimentos – 1/10/26)
Qualidade do trigo deteriorou com o avanço da colheita. No RS, primeiras áreas colhidas indicaram redução de produtividade e qualidade e tempestades e granizo provocaram danos irreversíveis em algumas regiões. No PR e SC, excesso de umidade prejudica lavouras, enquanto em SP praticamente todo o trigo já colhido ficou abaixo do padrão. (Conab – 5/10/26)
Conab realizará em 9 e 13/10 dois novos leilões para adquirir 46,5 mil toneladas de milho em grãos para estoques públicos, pelos Avisos nº 75 e 76/2026. As operações dão continuidade à recomposição dos estoques após a compra de 191 mil toneladas em setembro. (DOU; Conab – 6/10/26)
TCP movimentou 152.347 TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés) no Terminal de Contêineres de Paranaguá, PR, em setembro, maior volume mensal de sua história e 2,5% acima do recorde anterior. Entre janeiro e setembro, o terminal movimentou 1,279 milhão de TEUs, com carnes e congelados respondendo por 2,973 milhões de toneladas exportadas no período. (TCP – 6/10/26)
Exportações de café, açúcar e melaços somaram mais de US$ 2,3 bilhões em setembro. Café respondeu por US$ 1,335 bilhão, com 4,066 milhões de sacas de 60 kg embarcadas (+19,7%), enquanto açúcares e melaços geraram US$ 969,7 milhões, com 2,699 milhões de toneladas exportadas. Entre janeiro e setembro, as receitas alcançaram US$ 10,037 bilhões com café e US$ 7,108 bilhões com açúcares e melaços. (Secex/MDIC – 6/10/26)
SLC Agrícola projeta cultivar 854,4 mil hectares na safra 2026/27, alta de 2,2% ante o ciclo anterior. A área de soja deve crescer 2,9%, para 442,1 mil hectares, enquanto o algodão de segunda safra avançará 12,2%, para 108,2 mil hectares, impulsionado principalmente pela ampliação da área irrigada. Os custos orçados por hectare também devem subir 2,2%. (SLC Agrícola; CVM – 7/10/26)


Agroindústria chilena deve encerrar 2026 com exportações recordes superiores a US$ 3,6 bilhões. Chile ocupa a 10ª posição mundial no segmento, com participação de 3,3% em um mercado global de US$ 102 bilhões. Entre 2004 e 2025, o valor exportado pelo setor cresceu 382%. (Chilealimentos – 7/10/26)

ALSEC, empresa de tecnologia de alimentos, recebeu US$ 9 milhões em financiamento para ampliar o processamento de derivados lácteos, sendo US$ 6 milhões da instituição belga BIO e US$ 3 milhões da AgriFI. A operação conta ainda com garantia apoiada pela UE. (BIO; EDFI MC – 1/10/26)
Governo anunciou medidas para enfrentar a crise do setor de arroz em diferentes regiões. Em Casanare, Ministério da Agricultura e produtores acertaram plano para reestruturar cerca de US$ 143,9 milhões em dívidas após o excesso de chuvas reduzir a produtividade de 5,5 para 4,2 toneladas por hectare, além de novos recursos para plantas de secagem. Já no sul de La Guajira, o governo recomendou a substituição do cultivo diante de cinco anos consecutivos de perdas, esclarecendo que a orientação não se aplica ao país como um todo. (MinAgricultura; Banco de la República – 5/10/26)


Moagem de soja atingiu 2,60 milhões de toneladas entre janeiro e agosto, alta de 12%, com utilização de 82% da capacidade industrial. As exportações do complexo soja geraram US$ 3,884 bilhões, mais de US$ 1 bilhão acima do mesmo período de 2025. Para 2040, o setor projeta elevar a produção anual de grãos de quase 20 milhões para 40–45 milhões de toneladas, incluindo cerca de 22 milhões de toneladas de soja e 12–15 milhões de milho. (CAPPRO; Capeco – 7/10/26)
Grupo Costa iniciou a operação de um frigorífico suíno em Katueté, adquirido junto com um complexo agropecuário em transação estruturada pelo Sudameris. A unidade abate cerca de 200 cabeças por dia, com capacidade projetada para 2 mil e, posteriormente, 5 mil. A aquisição integra o plano de expansão do grupo espanhol, que prevê investimentos superiores a US$ 300 milhões, além do avanço em produtos processados e exportações. (Costa Food Group; Sudameris; MIC – 2/10/26)
J.P. Morgan destinará aproximadamente US$ 200 milhões ao setor agroflorestal industrial do Paraguai, em parceria com o Grupo Robinson. O projeto terá horizonte de 15 anos e prevê o plantio de árvores, processamento e industrialização de madeira para exportação, principalmente à Europa. Paraguai será o quarto país a receber investimentos agroflorestais do grupo, após EUA, Nova Zelândia e Austrália. (MIC – 7/10/26)

Banco de Crédito do Peru estruturou financiamento de até US$ 25 milhões para expansão de uma empresa agroindustrial em Olmos. Os recursos serão destinados ao desenvolvimento de novas áreas de cultivo de abacate, uva e outras culturas de alto valor voltadas à exportação. (Cuatrecasas – 1/10/26)

Abertura de novos mercados para produtos agropecuários. Indonésia autorizou importações de citros, soja e trigo para consumo humano. Nova Zelândia avançou nas negociações para liberar a entrada de carne ovina e produtos lácteos. O certificado sanitário para exportação de manteiga fracionada ao mercado neozelandês deverá ser aprovado em breve. (Presidência do Uruguai; MGAP – 2/10/26)

LEIA MAIS:
