Colômbia aposta em rastreabilidade digital para atender exigências da UE no café
Brasil
DJI Agriculture divulgou relatório anual sobre drones agrícolas na Agrishow 2026, apontando que a adoção global da tecnologia reduziu 51 milhões de toneladas de emissões de carbono e economizou 410 milhões de toneladas de água. A empresa destacou o avanço da pulverização de precisão e da agricultura digital como ferramentas para aumentar eficiência no uso de insumos e reduzir impactos ambientais no campo. (DJI Agriculture)
Ministério do Meio Ambiente e Escola Nacional de Administração Pública lançaram o curso gratuito online “Mercados de Carbono do Artigo 6 do Acordo de Paris”. A formação aborda mecanismos de cooperação internacional e funcionamento dos mercados de carbono. Disponível em: www.escolavirtual.gov.br/curso/1500. (MMA; ENAP)
Assembleia Legislativa de MG aprovou parecer favorável em 1º turno ao PL 4.338/25, que trata de alterações no Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural e na política estadual de agricultura irrigada sustentável. O texto, ajustado em substitutivo, prevê apoio financeiro para pequenas barragens, com prioridade para projetos de segurança hídrica e adaptação às mudanças climáticas, e segue agora para análise na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária. (ALMG)
Ministério do Meio Ambiente abriu processo seletivo para preencher vagas remanescentes da sociedade civil na Comissão Nacional para Recuperação da Vegetação Nativa. As inscrições vão até 3 de junho e buscam representantes de agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. O resultado final está previsto para 27 de julho. (MMA)
Universidade Federal de MS inaugurou laboratório voltado à pesquisa com hidrogênio verde, em parceria com a Copa Energia e com apoio do governo estadual. O espaço vai estudar a mistura de hidrogênio verde com GLP para uso industrial, com foco na redução de emissões e ganho de eficiência energética. A iniciativa posiciona o estado na agenda de transição energética e pode viabilizar soluções mais limpas até 2026. (Semadesc)
Marinha do Brasil participa da Operação Ágata Amazônia 2026, que mobiliza mais de 1,6 mil militares das Forças Armadas no combate a crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços. A ação ocorre na Amazônia Ocidental, com operações de vigilância, controle territorial e apoio a comunidades indígenas e ribeirinhas, além de serviços de saúde e assistência social. (Agência Marinha de Notícias)
Projeto em Três Lagoas, MS, prevê investimento superior a R$ 100 milhões para construção de porto fluvial e parque ecológico. A iniciativa, em parceria com a Bracell, deve gerar empregos e criar estrutura para escoamento da produção de silvicultura, além de um espaço voltado ao turismo e lazer. (Prefeitura de Três Lagoas; Bracell)
Itaminas e a Prefeitura de Sarzedo, MG, apresentaram na ONU um modelo de planejamento sustentável que vincula a mineração a metas de desenvolvimento local até 2035. A iniciativa inclui objetivos mensuráveis alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, participação da população e monitoramento de projetos por meio de plataforma aberta. (Itaminas; Prefeitura de Sarzedo)
Projeto internacional liderado pela FAO e coordenado pela Embrapa Meio Ambiente busca desenvolver metodologia inédita para medir emissões de gases de efeito estufa na aquicultura. A iniciativa reúne especialistas de vários países para preencher lacunas nos inventários climáticos e apoiar políticas públicas, com proposta a ser submetida ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. (Embrapa)
Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Unicamp desenvolveu uma ferramenta para ajudar cafeicultores a medir emissões de gases de efeito estufa, identificar gargalos produtivos e reduzir custos no campo. A tecnologia, desenvolvida em parceria com a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé, adapta metodologia internacional à realidade da cafeicultura brasileira e pode apoiar práticas mais eficientes de adubação, manejo do solo e qualidade da bebida. (Cepagri; Cooxupé)
MAPA informou que apresentará, no RS, a ampliação e modernização da rede de estações meteorológicas, com 98 novas Estações Agrometeorológicas Automáticas para substituir 44 equipamentos antigos. A agenda também inclui entrega de veículos, drones, tratores, retroescavadeira e equipamentos laboratoriais para fortalecer a defesa agropecuária e a resposta a eventos climáticos extremos. (MAPA)
Ministério Público do Trabalho entrou com ação civil pública contra a JBS, acusando a companhia de comprar gado de fazendas no Pará ligadas a trabalho em condições análogas à escravidão. A ação pede cerca de R$ 119 milhões em indenização e amplia a pressão socioambiental sobre a cadeia da carne bovina brasileira, já questionada por riscos de desmatamento, rastreabilidade e conformidade na Amazônia. (MPT)
Marcos Planello, diretor de operações da Neocert Certificações, afirmou que as mudanças recentes na Regulamentação Antidesmatamento da UE tornam mais prático o cumprimento das exigências para exportadores de commodities agrícolas, madeira e derivados. Entre os pontos citados estão o fim da “cascata de declarações” na cadeia, simplificações para pequenos produtores e países de baixo risco, ajustes no escopo de produtos e a previsão de um repositório europeu de legislações e certificações para apoiar a comprovação de legalidade. (Neocert Certificações)
Grupo Associado de Agricultura Sustentável e a Syntropy Labs lançaram a RegneraAI, plataforma que usa inteligência artificial para organizar dados sobre agricultura regenerativa no Brasil. O sistema integra artigos, manuais técnicos e relatos de campo de produtores, com curadoria e rastreabilidade das informações, para apoiar decisões sobre transição produtiva, manejo do solo e práticas sustentáveis no campo. (GAAS; Syntropy Labs)
Estudo da FGV Agro apontou que os biocombustíveis podem adicionar R$ 403 bilhões ao PIB brasileiro até 2030, além de impulsionar empregos e descarbonização. O levantamento avalia tecnologias ligadas ao Plano ABC+ e destaca a bioenergia como vetor de baixo carbono com efeitos sobre o agronegócio, a indústria e o mercado de trabalho. (FGV)
Produtores de soja de MT receberam R$ 6 milhões em bônus por produção certificada, em iniciativa ligada à agricultura regenerativa e critérios socioambientais. 53 fazendas certificadas precisam cumprir 108 exigências, incluindo respeito à legislação ambiental, preservação de áreas sensíveis, condições adequadas de trabalho, melhoria da saúde do solo, retenção de água, redução da erosão e uso eficiente de insumos. (CAT Sorriso)
Governo brasileiro concedeu à startup Re.green a primeira concessão pública do país para restauração florestal na Amazônia, em uma área de 145 mil acres na Reserva Bom Futuro. O projeto terá duração de 40 anos, será financiado pela venda de créditos de carbono e faz parte da tentativa de recuperar áreas degradadas em unidades de conservação, com participação de uma comunidade indígena Karitiana da região. (Re.green)
Alta do preço do ouro impulsionou garimpo ilegal na Amazônia brasileira, acelerando o desmatamento em unidades de conservação e ampliando riscos de contaminação por mercúrio. Áreas protegidas na região do Xingu, entre Pará e Mato Grosso, registraram avanço de frentes ilegais de mineração. A plataforma Amazon Mining Watch estima que 223 mil hectares já foram desmatados por mineração na Amazônia brasileira desde 2018. (Amazon Conservation; Instituto Socioambiental)
Produção de carne bovina é o principal vetor de desmatamento associado à agricultura no mundo, respondendo por 40% da derrubada de florestas para abertura de áreas de produção de alimentos, segundo estudo da Chalmers University of Technology. O Brasil lidera o ranking global, com 32% do desmatamento ligado à expansão agropecuária entre 2001 e 2022, enquanto a soja responde por 5% da perda florestal global associada à agricultura. (Chalmers University of Technology)
Tribunal de Apelação da Inglaterra rejeitou um novo recurso da mineradora BHP e manteve a condenação da empresa pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, MG, considerado o maior desastre ambiental da história do Brasil. A tragédia, ocorrida em 2015, matou 19 pessoas e despejou cerca de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos tóxicos no rio Doce, afetando comunidades e ecossistemas em Minas Gerais e no Espírito Santo. O processo agora avança para a fase de definição das indenizações às vítimas. (Tribunal de Apelação da Inglaterra)

América Latina
Startup Re-Forest Latam, criada em Tucumán, Argentina, em 2023, combina drones, biotecnologia e sementes nativas encapsuladas para restaurar florestas em larga escala. A empresa afirma reduzir o custo médio da restauração ecológica para cerca de um quinto do valor usual na América Latina e já opera na Argentina, Brasil e Bolívia, mirando um mercado global estimado em US$ 1,2 bilhão até 2030. (Re-Forest Latam)
Perda de florestas tropicais primárias caiu 36% em 2025 frente ao recorde de 2024, para 4,3 milhões de hectares, segundo dados da Universidade de Maryland disponíveis na plataforma Global Forest Watch, do World Resources Institute. A queda foi puxada principalmente pelo Brasil, mas a expansão agrícola continuou sendo o principal vetor de perda florestal em países como Brasil, Bolívia e Indonésia, enquanto incêndios agravados pela mudança climática seguem ameaçando os avanços recentes. (Global Forest Watch; World Resources Institute; University of Maryland)
Indústria cafeeira da Colômbia se prepara para a Regulamentação Antidesmatamento da União Europeia, já que cerca de um quarto das exportações de café do país tem como destino o mercado europeu. O Sistema de Informação Cafeeira da Federação Nacional dos Cafeicultores reúne dados georreferenciados de cerca de 1,8 milhão de lotes e quase 500 mil famílias produtoras, o que pode colocar o país à frente de concorrentes na comprovação de rastreabilidade, embora pequenos produtores ainda tenham pouco conhecimento sobre as novas exigências. (Fedecafé)
Mars e ofi anunciaram colaboração estratégica de cinco anos para acelerar práticas de agricultura regenerativa e climate-smart na produção de cacau no Equador, alinhada às metas de emissões líquidas zero das empresas até 2050. A primeira fase deve envolver mais de 960 produtores em mais de 9 mil hectares nas regiões de El Oro, Esmeraldas, Guayas, Los Ríos, Manabí e Santo Domingo, com transição de monocultivo a pleno sol para sistemas agroflorestais multiestrato, uso de fertilizantes de baixo carbono, manejo de resíduos e biochar. (Mars; ofi)
Lavazza, empresa italiana de café, lançou o La Reserva de ¡Tierra! Selection, primeiro café voltado ao mercado profissional com grãos de fazendas certificadas pelo padrão de agricultura regenerativa da Rainforest Alliance. O produto tem origem em Honduras, onde mais de 70 fazendas já obtiveram certificação com apoio técnico, treinamento e orientação para práticas voltadas à saúde do solo, biodiversidade, resiliência climática, gestão da água e meios de vida dos produtores. O blend chegará aos mercados internacionais em junho de 2026. (Lavazza; Rainforest Alliance)
Peru impulsiona mais de 3.900 bionegócios na Amazônia com crédito superior a R$ 32,43 milhões, voltado a atividades sustentáveis como agroflorestas, produtos não madeireiros e ecoturismo. A iniciativa, apresentada na Expo Amazônica 2026, busca fortalecer a bioeconomia e ampliar o acesso a mercados. (Ministério do Ambiente do Peru)

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