Brasil autoriza até R$ 5 bilhões em créditos fiscais para produção de fertilizantes e bioinsumos
Brasil
Empresas de fertilizantes protocolaram R$ 1,7 bilhão em pedidos de crédito na nova etapa do Plano Brasil Soberano. BNDES já aprovou R$ 735 milhões para o setor. As linhas contemplam capital de giro, máquinas e equipamentos e projetos de investimento. (BNDES)
Mercado brasileiro de bioinsumos deve encerrar 2026 com crescimento de 5% a 7% em valor e de aproximadamente 10% em volume, segundo projeção da ANPII Bio. No primeiro semestre, o volume comercializado cresceu 7%, enquanto o valor das vendas ficou estável. Produtos biológicos com mais de uma classe de uso representaram 22% do valor das vendas no 1T26, ante 16% em 2025. (ANPII Bio)
Marcelo Batistela foi nomeado vice-presidente sênior de Negócios e diretor-geral da BASF Soluções Agrícolas no Brasil. (BASF)
Embrapa disponibilizou duas novas cultivares de algodão desenvolvidas em parceria com a Lyntera. Ambas apresentam resistência a nematoides e a doenças da cultura. Uma possui tecnologia para resistência a lagartas e tolerância ao glifosato, enquanto a outra combina resistência a insetos e tolerância a herbicidas. (Embrapa)
Pesquisas apresentadas no 15º Congresso Brasileiro do Algodão apontaram aumento da ocorrência da ramulária, causada pelo complexo de fungos Ramulariopsis gossypii e Ramulariopsis pseudoglycines, e da mancha-alvo, causada por Corynespora cassiicola. Especialistas também alertaram que os períodos de calor e estiagem podem favorecer pulgão e mosca-branca, reforçando a necessidade de monitoramento e manejo integrado. (Abrapa; Embrapa)
Custo de defensivos para milho em MT foi estimado em R$ 910,23/ha na safra 2026/27, alta de 23,37% ante a temporada anterior e maior aumento entre os principais componentes do custeio. Fertilizantes e corretivos subiram 9,08%, para R$ 1.550,94/ha. Custeio total da cultura foi estimado em R$ 3.780,59/ha (+13,89%). (Senar-MT/Imea)
MAPA cancelou quatro registros de agrotóxicos e quatro pleitos de registro. (DOU, Ato nº 60, de 22 de setembro de 2026 – publicado em 28/09/26, MAPA)
Anvisa aprovou, em cumprimento a decisões judiciais, avaliações toxicológicas de dois produtos formulados com base em produtos técnicos equivalentes: um à base de clorantraniliprole + clorfenapir, da Adama, e outro à base de fluindapir + mancozebe + protioconazol, da Gowan. (DOU, Resoluções-RE nº 3.795 e nº 3.796 – publicadas em 28/09/26, Anvisa)
Governo considera afastado o risco de desabastecimento de fertilizantes para a safra 2026/27. Memorando firmado entre MAPA e fornecedora marroquina estabelece volume de referência de 3,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados para operadores brasileiros em 2026 e 2027, condicionado às negociações comerciais. (MAPA; OCP Nutricrops)
Sanepar ampliou no PR a disponibilização de biossólido produzido a partir de lodo de esgoto tratado para uso agrícola. O insumo contém matéria orgânica, nitrogênio, fósforo e outros nutrientes e pode reduzir custos com fertilizantes e corretivos. (Sanepar)
Defesa Agropecuária de SP iniciou projeto de educação sanitária sobre uso responsável de defensivos agrícolas. Primeira ação abordou prescrição, aquisição, mitigação de riscos, armazenamento, bioinsumos e devolução de embalagens vazias. (Defesa Agropecuária de SP)
MPMT recomendou que produtores de Tapurah, MT, respeitem as distâncias mínimas para aplicação de defensivos agrícolas próximas a áreas urbanas. Aplicações terrestres mecanizadas devem manter distância mínima de 90 m, enquanto aplicações aéreas devem respeitar 500 metros de áreas povoadas e mananciais de abastecimento público. (MPMT)
Investigações apontaram atuação de organizações especializadas na falsificação de defensivos agrícolas na região de Ribeirão Preto e Franca, SP. Em SC, operação da Polícia Civil e da Cidasc prendeu suspeito de comercializar defensivos irregularmente pelas redes sociais e apreendeu produtos sem registro. (Polícia Civil de SC; Cidasc)
Área tratada com bioinsumos no Brasil alcançou 46 milhões de hectares no 1S26, alta de 18,3%. O mercado movimentou R$ 1,8 bilhão no período. Bioinseticidas responderam por 47% das vendas e 35% da área tratada. (CropLife Brasil)
FMC protocolou no Brasil o dossiê regulatório do ingrediente ativo rimisoxafen, herbicida classificado nos Grupos 12 e 32 pelo HRAC. É o segundo pedido regulatório global do ingrediente, após os Estados Unidos. Pedidos de registro de produtos formulados devem ser apresentados posteriormente. O ingrediente ainda não está registrado para venda ou uso em nenhum país. (FMC)
Cotações do cloreto de potássio (KCl) nos portos brasileiros recuaram por nove semanas consecutivas e acumularam queda de pouco menos de 10%. A menor urgência dos compradores brasileiros com o avanço do plantio da soja contribuiu para a retração. (StoneX)
Pesquisa da Embrapa e da USP identificou as bactérias Streptomyces virginiae CMAA1738, Paenibacillus ottowii CMAA1739 e Pseudomonas inefficax CMAA1741, que reduziram em cerca de 60% a severidade da podridão da raiz do trigo causada por Bipolaris sorokiniana em testes sob condições controladas. As bactérias modificaram o microbioma da rizosfera sem reduzir de forma consistente a quantidade do patógeno no solo. (FAPESP; Embrapa)
Nutrien encerrou operações de varejo de insumos agrícolas em SP e MS. A companhia informou que a decisão faz parte da revisão de seu portfólio de operações. Desde maio, a Nutrien vinha avaliando alternativas estratégicas para seu negócio de varejo no Brasil. (Nutrien)
União foi autorizada a conceder até R$ 5 bilhões em créditos fiscais entre 2027 e 2031 para projetos de produção nacional de fertilizantes, matérias-primas, remineralizadores, bioinsumos e biofertilizantes. O limite é de R$ 1 bilhão por ano e o crédito poderá alcançar até 20% dos gastos elegíveis dos projetos. (Lei Complementar nº 235/2026, Presidência da República)
Mercado brasileiro de produtos de controle biológico à base de Bacillus movimentou US$ 403,17 milhões em 2025, alta de 252% ante 2020. A área potencialmente tratada avançou de 7,5 milhões para 37,2 milhões de hectares e esses produtos representaram aproximadamente 47% das vendas brasileiras de agentes de controle biológico em 2025. (Brazilian Journal of Microbiology)

América Latina
Syngenta Crop Protection registrou vendas de US$ 6,6 bilhões no 1S26, alta de 4%. No Brasil, as vendas cresceram 7%, apesar da pressão sobre os preços. Na América Latina, as vendas recuaram 11%, devido a preços menores, redução de volumes, estoques elevados nos canais de distribuição e continuidade da desestocagem, especialmente na Argentina. Vendas de biológicos apresentaram crescimento em todas as regiões. (Syngenta Group)
Brasil e Argentina avançaram nas discussões para ampliar o fornecimento argentino de fertilizantes ao mercado brasileiro. Entre os projetos está a nova planta de ureia da Pampa Energía em Bahía Blanca, Argentina, com investimento de US$ 2,7 bilhões e capacidade de 2,1 milhões de toneladas por ano. O Brasil considera a Argentina um potencial fornecedor relevante de fertilizantes, especialmente ureia. (IICA; Pampa Energía)
Argentina atualizou o Programa Nacional de Lobesia botrana, conhecida como traça-europeia da videira, consolidando um marco regulatório aplicável a todo o território nacional. A norma atualizou o sistema de mitigação de risco para uva fresca destinada ao mercado interno, o plano de contingência e o procedimento para autorização da importação de compostos de feromônios destinados ao controle da praga. (Boletín Oficial de la República Argentina, Resolução Senasa nº 870/2026, de 24 de setembro de 2026 – publicada em 25/09/26)
Argentina estabeleceu novo procedimento para autorização administrativa do uso de produtos fitossanitários em culturas e usos menores, pragas sob controle oficial e novos métodos de aplicação, incluindo drones. (Boletín Oficial de la República Argentina, Resolução Senasa nº 869/2026, de 23 de setembro de 2026 – publicada em 24/09/26)
Participação da China nas importações de fertilizantes do Chile caiu de 48,2% em 2025 para 3,2% no 1S26 após restrições chinesas às exportações. Malásia, Turcomenistão e Brunei ganharam participação no fornecimento. O Chile também apoia projetos locais relacionados à produção de fertilizantes, biofertilizantes e bioestimulantes. (Ministerio de Economía, Fomento y Turismo do Chile)
México mantém plano de investimentos públicos e privados de aproximadamente US$ 5,18 bilhões entre 2026 e 2030 para recuperação da indústria petroquímica e ampliação da produção de fertilizantes. A meta é elevar a produção de fertilizantes para mais de 4 milhões de toneladas por ano. Nova planta de fertilizantes em Veracruz prevê investimento adicional de aproximadamente US$ 1,41 bilhão. (Presidencia de México; Gobierno de Veracruz)
México criou plataforma para compras consolidadas e diretas de sementes, fertilizantes, bioinsumos e outros insumos destinados ao milho branco e trigo. Sistema entra em operação em 30/9 e permitirá aquisição diretamente de fabricantes e distribuidores autorizados. (Secretaria de Agricultura)
Uruguai informou que estudo científico sobre resíduos de glifosato em alimentos foi corrigido após identificação de erro de cálculo. Os valores revisados ficaram significativamente abaixo dos divulgados inicialmente e, segundo o quadro corrigido, todos os alimentos analisados, exceto leite em pó, ficaram abaixo dos limites máximos de resíduos considerados. Em análises próprias de oito amostras de alimentos, o Ministério não detectou glifosato. (MGAP)

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