Colheita de milho safrinha segue abaixo da média histórica

Bolsa de Comércio de Rosário reduz projeção de entrada de divisas do agro em 2026 para US$ 34,9 bilhões, cerca de US$ 1,2 bilhão abaixo da estimativa anterior, devido à queda dos preços internacionais. Até junho, o setor havia liquidado US$ 15,77 bilhões, queda de aproximadamente 14% ante mesmo período de 2025. (Bolsa de Comercio de Rosario)
Governo assinou contrato de concessão da Via Navegável Troncal com o consórcio Jan de Nul–Servimagnus, encerrando a etapa de gestão estatal da principal rota fluvial do comércio exterior do país. A concessão prevê redução automática de 13,5% no pedágio, obras de aprofundamento e incorporação de tecnologia, com impacto direto nos custos das exportações agroindustriais. (Agência Nacional de Portos e Navegação)
Argentina avançou na desregulação da cadeia láctea ao eliminar o Registro de Operadores Lácteos e retirar o setor do Sistema de Informação de Operadores de Carnes e Lácteos. A medida reduz exigências administrativas para 468 operadores e reforça a agenda de simplificação regulatória do governo em uma cadeia pressionada por custos, competitividade exportadora e necessidade de maior formalização produtiva. (Secretaria de Agricultura)
Exportações recordes de grãos e derivados no primeiro semestre de 2026, com mais de 60,7 milhões de toneladas embarcadas. Milho somou 21 milhões de toneladas, trigo 11,1 milhões, girassol, considerando grãos e derivados, 4,4 milhões, e soja 20,1 milhões (-3% ante 2025), com a menor participação no total exportado em 26 anos. A semeadura de trigo 2026/27 está próxima da conclusão, enquanto a colheita de soja está em fase final e milho e sorgo seguem limitados pela elevada umidade dos grãos. (Bolsa de Comercio de Rosario; Secretaria de Agricultura)
Bunge ampliará atuação em oleaginosas de inverno na Argentina, com foco em canola e outras culturas alternativas, como cártamo e camelina. Empresa informou que seus acordos produtivos alcançaram cerca de 90 mil ha em mais de 1.000 áreas de cultivo, em oito províncias, na última safra. (Expoagro; Bunge Argentina)

Governo e Frente Parlamentar da Agropecuária – FPA encerram reunião sem acordo sobre renegociação de dívidas rurais. Divergência envolve critérios de elegibilidade e condições financeiras. FPA defende o PL 5.122/2023, aprovado no Senado, que prevê crédito de até R$ 10 milhões por beneficiário e R$ 50 milhões para cooperativas, mediante comprovação de perda de pelo menos 30% da renda bruta em duas ou mais safras entre 2019 e 2025. A proposta do Executivo limita o crédito a R$ 400 mil para pequenos produtores, R$ 2 milhões para médios e R$ 4 milhões para os demais, com pagamento de 5% a 10% de dívidas anteriores para acesso ao novo crédito. (FPA)
Colheita de milho safrinha segue abaixo da média histórica, atingindo 26,1% no Centro-Sul do Brasil, percentual inferior ao mesmo período do ano passado (29,1%) e à média histórica de 30,3%. Regime irregular de chuvas, atraso na implantação e na colheita contribuem para o cenário. A projeção de produção desta safra é de 112,4 milhões de toneladas. (Datagro)
Receitas de exportação de suco de laranja caem em 30% devido à demanda internacional mais fraca e não acompanham o volume de produção de 746,5 mil toneladas, estável em relação ao período anterior de (745,7 mil toneladas). (Datagro)
Exportações do agro no RS cresceram 3,9% ante mesmo período do ano passado, alcançando a marca de US$ 1,24 bilhão, respondendo por 68,9% de todas as vendas do período. Aumento da receita desproporcional ao volume embarcado (-2,2%). No primeiro semestre de 2026, as exportações do estado somaram US$ 6,84 bilhões, representando crescimento de 8,3% ante mesmo período do ano anterior. (Farsul)
SP registrou superávit de US$ 10,38 bilhões na balança comercial do agronegócio no primeiro semestre de 2026, com exportações de US$ 13,34 bilhões e importações de US$ 2,96 bilhões. Agro respondeu por 37,9% das exportações totais. Principais grupos exportados foram complexo sucroalcooleiro, carnes, complexo soja, produtos florestais e sucos. China foi o principal destino, com 28,3% de participação. (APTA; IEA-Apta; ComexStat/MDIC)
Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel, Conselho dos Exportadores de Café do Brasil e a Associação Nacional do Café dos EUA defenderam, em audiência do Escritório do Representante Comercial dos EUA, a exclusão do café solúvel brasileiro da proposta de tarifa adicional de 25% sob a Seção 301. As entidades argumentaram que o Brasil responde por 22% das importações norte-americanas de café solúvel, que o produto é insumo relevante para a indústria de alimentos e bebidas dos EUA e que a tarifa poderia elevar custos, reduzir a oferta e pressionar os preços ao consumidor. (Abics; Cecafé; National Coffee Association)
LS Tractor anunciou expansão no Brasil, com aporte de R$ 20 milhões previsto para os próximos dois anos, após investimentos de R$ 40 milhões desde 2024. Recursos serão destinados à ampliação do portfólio, tecnologia da informação, infraestrutura e expansão operacional. A empresa nomeou Bono Kim como presidente da operação brasileira e projeta crescimento de 50% da receita no país entre 2026 e 2028. (LS Tractor)


Exportadoras de hortifrutícolas frescos poderão solicitar autorização para vender à Rússia entre 1º e 24 de julho de 2026. Serviço Agrícola e Pecuário do Chile informará semestralmente ao Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária da Rússia – Rosselkhoznadzor a lista oficial de empresas habilitadas, que será usada nos pontos de entrada russos para inspeções e trâmites de importação. (SAG)
Chile recebeu delegação com 22 empresários e investidores dos Emirados Árabes Unidos para discutir oportunidades de negócios e investimento em setores estratégicos, incluindo o agronegócio. Participaram entidades chilenas como a Sociedade Nacional de Agricultura e o Conselho Exportador de Agroalimentos. (Subrei; ProChile; InvestChile)
Exportações de frutas alcançaram aproximadamente R$ 43,67 bilhões FOB no acumulado da temporada 2025/26 (+3,5% ante o mesmo período da temporada anterior). Frutas frescas responderam por 72,7% do valor, com R$ 31,79 bilhões FOB; cerejas, uvas, mirtilos, abacates e maçãs concentraram 83% desse total. Entre janeiro e maio de 2026, exportações de hortaliças somaram R$ 1,75 bilhão FOB (-3% ante o mesmo período de 2025), com destaque para sementes de hortaliças, que alcançaram R$ 693 milhões FOB (+15%), e para pasta de tomate ao Brasil (+94%). (Odepa)


Associação Rural lançou nova etapa do projeto GANARP, ferramenta digital para modernizar a gestão pecuária, fortalecer a rastreabilidade, organizar informações produtivas e acompanhar exigências dos mercados internacionais. Sistema inclui registro individual de animais, movimentações, sanidade, suplementação, dados reprodutivos e controle do uso de produtos veterinários. (ARP)
Chile segue como principal comprador da carne bovina paraguaia em 2026, com cerca de 43 mil toneladas adquiridas e valor aproximado de US$ 300 milhões. (ARP; Senacsa)
Câmara de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas participou do Encontro de Líderes Empresariais Paraguai–Emirados Árabes Unidos, realizado durante visita do ministro de Comércio Exterior dos Emirados. Compradores e potenciais investidores demonstraram interesse em ração animal, cereais, oleaginosas, soja, alfafa, milho, arroz e leite em pó, além de joint ventures com cooperativas para produção sob leasing. (Capeco)

Peru busca fortalecer cadeia de cacau com novas variedades mais produtivas, maior resistência a doenças e padronização da qualidade para exportação. Estudo do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento Sustentável de Ceja de Selva identificou quatro novas variedades de cacau com melhor desempenho no campo; uma delas, do grupo Awajún, apresentou 41% de proximidade genética com a cultivar CCN-51, indicando potencial para ampliar a base genética usada no melhoramento do cacau. O Instituto Nacional de Qualidade também aprovou norma técnica para boas práticas de colheita e beneficiamento, com diretrizes para manejo, fermentação, secagem, infraestrutura e equipamentos de proteção, fatores decisivos para qualidade, preço e acesso ao mercado internacional. (Indes; Inacal)
Avanço nas exportações de frutas, com destaque para maracujá, uva, mirtilo, manga e abacate. A expectativa é que as exportações de maracujá alcancem R$ 432,36 milhões em 2026 (+5% ante 2025). Instituto Nacional de Inovação Agrária anunciou a implantação de 40 mil mudas enxertadas de maracujá, com potencial de elevar a produtividade de 15 t/ha para 40 t/ha. No primeiro semestre de 2026, exportações de uva, mirtilo, manga e abacate somaram R$ 2,37 bilhões, enquanto o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação projeta que o país poderá ultrapassar o Chile em exportações de frutas até 2028. Contudo, as exportações de cítricos caíram (-20%) em um mês, com recuo de tangerinas (-40%) e altas de limão (+5%) e laranja (+10%). (ADEX; INIA; Midagri; ProCitrus)

Clima frio e menor oferta doméstica aumentam a dependência do Uruguai de frutas importadas do Brasil. Oferta de melancia e melão foi sustentada por importações brasileiras, enquanto o inverno ameaça a estabilidade de hortaliças como acelga, espinafre, beterraba, brócolis e alface. O cenário reforça a vulnerabilidade do abastecimento hortigranjeiro uruguaio a choques climáticos e à sazonalidade regional. (MGAP)

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