Paraguai cobra divisão mais justa das cotas do acordo Mercosul-União Europeia

Atividade econômica recuou em abril de 2026 ante março (-1,5%), mas cresceu na comparação anual (+1,6%), impulsionada por agricultura, pecuária, caça e silvicultura (+10,9%) e por mineração e extração (+17,1%). No comércio exterior, as exportações agroindustriais atingiram recorde de 53 milhões de toneladas entre janeiro e maio, com vendas para mais de 130 destinos. Exportações de carne bovina somaram US$ 1,76 bilhão no período, com avanço em valor (+46%) e volume (+11%), com destaque para os EUA, que compraram 42,8 mil toneladas (+151%). China permaneceu como principal destino em volume. (Indec; Governo da Argentina)
Excesso de umidade e baixas temperaturas atrasam plantio e colheita de grãos. A semeadura do trigo alcançou 65,8% dos 6,5 milhões de hectares previstos para 2026/27, 5,9 pontos abaixo da média dos últimos cinco anos. A cevada chegou a 34,6% da área apta, também abaixo da média histórica. Sobre a safra de verão, a colheita da soja alcançou 98% da área, com produção estimada em 50,1 milhões de toneladas, enquanto o milho chegou a 51,2%, com projeção mantida em 64 milhões de toneladas. (BCBA)

Brasil vai destinar US$ 100 milhões ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul, criado para reduzir desigualdades entre países e regiões do bloco. O fundo apoia projetos em áreas como rodovias, ferrovias, energia, saneamento, habitação, escolas e laboratórios. Atualmente, o Fundo tem como meta receber até US$ 100 milhões por ano de todos os países do Mercosul. Brasil e Argentina são os maiores financiadores, respondendo por aproximadamente 70% e 27% das contribuições, respectivamente. (MRE; Mercosul/FOCEM)
Plano Safra 2026/2027 vai destinar R$ 525,1 bilhões à agricultura empresarial, voltada a médios e grandes produtores (+R$ 9 bilhões ante o ciclo anterior). Do total, R$ 384,9 bilhões serão destinados a custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões irão para investimentos em modernização, armazenagem, irrigação, tecnologia e máquinas. O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural terá R$ 72,6 bilhões, com taxa máxima de juros de 9% ao ano. Apesar do volume recorde, o Sistema FAEP avaliou que as linhas seguem pouco atrativas, com juros ainda elevados, dificuldades de acesso ao crédito e ausência de uma política estruturada para renegociação de dívidas e fortalecimento do seguro rural. (MAPA; Sistema FAEP)
SLC Agrícola e a Bom Futuro Agrícola afirmaram ter exercido direito de preferência para comprar a totalidade das terras do Bloco Mato Grosso, do Grupo Radar, por R$ 1,85 bilhão. O conjunto inclui aproximadamente 41,2 mil hectares, dos quais 28,8 mil hectares são agricultáveis. SLC informou que já opera 17,6 mil hectares da área e que a aquisição seria feita na modalidade “porteira fechada”. A Bom Futuro, por sua vez, declarou ter exercido o direito de preferência na condição de arrendatária, alegando sinergia com sua estratégia de crescimento em Mato Grosso. (SLC Agrícola; Bom Futuro Agrícola)
Raízen divulgou, em 29/6, resultados do 4º trimestre da safra 2025/2026 em meio a um processo de reestruturação financeira relevante para a cadeia de açúcar, etanol e combustíveis. A companhia informou que o plano de recuperação extrajudicial abrangia R$ 64,7 bilhões em créditos financeiros e quirografários, com adesão de 80,15% dos créditos reestruturados. (Raízen; CVM)
Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 vai destinar mais de R$ 97 bilhões ao setor, incluindo R$ 85,2 bilhões em crédito rural. O lançamento também incluiu o programa Terra à Mesa, com R$ 413,4 milhões para adaptação climática no semiárido, beneficiando 63,6 mil famílias em dez estados. (MDA)
Receita líquida da indústria brasileira de máquinas e equipamentos somou R$ 22,5 bilhões em maio de 2026 (-20,4%). A receita no mercado interno alcançou R$ 17,3 bilhões (-23,2%), enquanto exportações somaram US$ 1,04 bilhão (+5,5%). Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos revisou projeção para 2026 e espera retração na receita líquida do setor (-3,2%). Para máquinas agrícolas, a entidade prevê queda no ano (-15% a -20%) e avaliou o Plano Safra 2026/27 como neutro para o segmento. (Abimaq)
Inpasa busca captar R$ 1 bilhão em debêntures para financiar expansões e melhorar estrutura de capital. A companhia, maior produtora de etanol de milho da América Latina, tem novos projetos em Rio Verde, GO, e Rondonópolis, MT, além de ampliações em unidades existentes. A meta é atingir produção anual de 8 bilhões de litros de etanol de milho até 2027. (Inpasa; CVM)
Grão Direto lançou o Mercado 24h e movimentou mais de 55 mil toneladas de soja e milho fora do horário tradicional de negociação em menos de três meses. A funcionalidade, testada com a ADM e outras tradings, já superou 100 negócios fechados e equivale ao volume de um navio carregado. A plataforma combina negociação digital de grãos, precificação em tempo real, inteligência artificial e serviços financeiros. (Grão Direto; ADM)
B3 e Polato Sementes realizaram primeira operação de CPR pública indexada ao dólar voltada ao investidor pessoa física. A emissão, estruturada pelo Itaú BBA, captou R$ 137 milhões e foi dividida em duas séries. Segundo a B3, a operação amplia as alternativas de captação para empresas do agro e cria uma nova opção de investimento ligada ao setor. (B3; Polato Sementes; Itaú BBA)


Exportações frutícolas somaram US$ 3,84 bilhões entre janeiro e maio de 2026 (-10,7%), pressionadas por menores retornos de cerejas e uvas. Em contrapartida, os frutos secos alcançaram US$ 206 milhões (+31%), enquanto sementes somaram US$ 207 milhões (+5%). A indústria de alimentos acumulou US$ 5,98 bilhões em exportações (+3,3%), com destaque para salmão, trutas e frutas congeladas. (SUBREI)
Ferrero anunciou investimento de US$ 94 milhões no Chile para fortalecer a cadeia de abastecimento de avelãs. O plano inclui melhorias nas plantas do Maule e Ñuble, ampliação da rede logística e construção de uma nova unidade em Cunco, na região de La Araucanía, que deve receber cerca de US$ 45 milhões. A empresa já investiu US$ 330 milhões no país e exporta aproximadamente US$ 600 milhões por ano em avelãs a partir de portos chilenos. (Ferrero)
Agrícola Ancali prepara entrada no mercado de consumo final com marca própria de leite, iogurte e queijos. A empresa, ligada à família Heller, opera a maior leiteria robótica do mundo, com produção anual de 70 milhões de litros e rebanho de 9 mil bovinos. O plano prevê início em modelo direto ao consumidor e avanço ao varejo em 2029, além da expansão em frutos secos, com 1,1 mil hectares de avellanos e meta de produzir 5 milhões de quilos em cinco anos. (Agrícola Ancali)

Corporação Autônoma Regional de Cundinamarca lançou a “Rota de Preparação Climática” para preparar 98 municípios de Cundinamarca, seis de Boyacá e a área rural de Bogotá para os efeitos do El Niño. A estratégia prevê identificação de municípios e setores econômicos mais vulneráveis, assistência técnica, planos específicos por tipo de usuário e acompanhamento das medidas adotadas. O foco é reduzir riscos de incêndios florestais, desabastecimento de água e impactos sobre atividades produtivas. (CAR Cundinamarca; Ideam)
Ministério da Agricultura destinou 110 bilhões de pesos para apoiar a compra de insumos, fertilização e cobertura de solo diante dos riscos associados ao El Niño. O governo também colocou em operação uma linha especial de crédito para gestão de risco agropecuário, voltada a adequações de irrigação, irrigação de precisão e obras contra seca. Para 2026, foram destinados 400 bilhões de pesos colombianos ao programa de financiamento agropecuário. (Ministério da Agricultura)
Ministério da Agricultura da Colômbia informou que 442 mil hectares foram adquiridos por compra direta para a reforma agrária, além de 24 mil hectares recebidos por doações e outras transferências sem custo. Segundo a ministra Martha Carvajalino, outros 314 mil hectares vieram de processos agrários, totalizando 806 mil hectares incorporados ao Fundo Nacional de Terras. Em formalização fundiária, o governo aponta avanço de 2,2 milhões de hectares, dos quais 1,2 milhão já têm títulos registrados. (Ministério da Agricultura)
Ministério da Agricultura ratificou que a Federação Nacional de Cafeicultores é a entidade mais representativa dos produtores de café do país. A federação foi a única organização que cumpriu os requisitos jurídicos, técnicos, territoriais e de governança democrática para administrar o Fundo Nacional do Café. O relatório apontou participação eleitoral de 55% entre afiliados, cobertura de 64,4% dos produtores registrados no Sistema de Informação Cafeeira e presença em 59,35% dos municípios cafeeiros por meio de comitês. Entre as recomendações, o estudo sugere ampliar a participação de mulheres, jovens e comunidades étnicas. (Ministério da Agricultura)
Colômbia imunizou 22,7 milhões de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa no primeiro ciclo de vacinação de 2026, o equivalente a 77,1% do rebanho nacional. A campanha alcançou 80% das propriedades do país. Também foram vacinadas 1,2 milhão de bezerras contra brucelose e 7,3 milhões de animais contra a raiva de origem silvestre. A cobertura foi afetada por problemas de ordem pública em regiões como Caquetá, Bolívar e Magdalena. (Fedegán; ICA)


México deve ampliar importações de arroz na safra 2026/2027. O país deve importar 830 mil toneladas de arroz beneficiado, acima das 800 mil toneladas do ciclo anterior, enquanto a produção doméstica deve alcançar 192 mil toneladas. (USDA; Governo do México)
México deve se manter como maior importador mundial de milho até 2035, respondendo por 10% das compras globais, e se tornar o quinto maior mercado consumidor do cereal, com 4% da demanda mundial, atrás dos EUA, China, Brasil e UE. O cenário evidencia a diferença entre consumo interno e produção local. No setor pecuário, é prevista a normalização das exportações mexicanas de gado vivo em 2027, caso os efeitos do surto de bicheira-do-novo-mundo sejam superados. O país também colocou em operação uma planta de produção de moscas estéreis contra a bicheira-do-novo-mundo (Cochliomyia hominivorax), em Metapa de Domínguez, Chiapas. A unidade deve iniciar com 28 milhões de moscas estéreis por semana em meados de julho e avançar até 100 milhões por semana até o fim de 2026. O USDA anunciou investimento de US$ 21 milhões para apoiar a estrutura no México e até US$ 100 milhões em novas tecnologias contra a praga. (OCDE; FAO; Senasica; USDA/APHIS)

Paraguai defende distribuição mais equitativa das cotas de exportação previstas no acordo Mercosul–UE. Durante reunião do Conselho do Mercado Comum, em Assunção, o ministro das Relações Exteriores, Rubén Ramírez Lezcano, afirmou que os volumes propostos para o país não refletem adequadamente sua capacidade produtiva nem os compromissos assumidos no acordo. Segundo o chanceler, o “Paraguai não busca privilégios, mas tratamento justo dentro do bloco”. O país destacou avanços em facilitação de comércio, logística, agenda digital e negociações com Emirados Árabes Unidos, Canadá, Índia, Japão e Vietnã. (Ministério das Relações Exteriores)
Exportações totais chegaram a US$ 7,91 bilhões até maio de 2026 (+16,4%). Exportações registradas somaram US$ 5,38 bilhões (+18,3%), puxadas principalmente por maiores embarques de soja em grão, óleo de soja e farelo de soja. As exportações sob o regime de maquila [sistema especial de produção voltado para exportações] alcançaram US$ 596 milhões (+30,7%). (Banco Central)
JBS realizou investimento de aproximadamente US$ 185 milhões em complexo avícola no departamento de Caaguazú. O projeto inclui granjas integradas à cadeia de produção da companhia e reforça a estratégia de expansão da proteína animal no país. A iniciativa envolve produção, integração com produtores e agregação de valor à cadeia agroindustrial paraguaia. (Ministério da Indústria e Comércio)

Agroexportações somaram US$ 4,6 bilhões entre janeiro e maio de 2026 (+6,75%), novo recorde para os primeiros cinco meses do ano. O avanço foi impulsionado por uvas, mirtilos, abacates e quinoa, que compensaram a queda de café e cacau, pressionados por menores preços. Apesar do resultado positivo, a campanha de exportação de abacate Hass começou a se ajustar: após atingir cerca de 60% do volume projetado para 2026, a estimativa inicial de crescimento ante 2025 (+6%) foi revisada, e a safra deve encerrar com volume semelhante ao do ano anterior. Temperaturas altas afetaram o desenvolvimento da fruta, aumentaram a proporção de frutos menores e reduziram a oferta exportável para a segunda metade da campanha. Agroexportações foram estimadas entre US$ 15,56 bilhões e US$ 16,02 bilhões para 2026. (MIDAGRI; ProHass)
Machu Picchu Foods tornou-se a maior agroexportadora do Peru entre janeiro e maio de 2026, com US$ 137 milhões em exportações. A empresa trabalha com mais de 2,2 mil colaboradores e milhares de produtores de cacau, consolidando o avanço do Peru em produtos agroindustriais de maior valor agregado. (SUNAT; Machu Picchu Foods)
Inka’s Berries projeta superar 1 mil contêineres de mirtilos exportados na campanha 2026/2027, com mais de 13 milhões de quilos destinados a mercados como América do Norte, Europa, Ásia e Oriente Médio. A empresa estima produção total de 15 milhões de quilos e aposta em variedades genéticas próprias, desenvolvidas para maior resiliência frente a anomalias climáticas associadas ao El Niño. (Inka’s Berries)

Exportações somaram US$ 1,31 bilhão em junho de 2026 (-4%), segundo mês consecutivo de queda mensal, mas com recomposição da pauta exportadora. A carne bovina liderou as vendas no mês, com US$ 251 milhões (+11%), e também foi o principal produto no acumulado do semestre. Celulose (+4%), gado em pé (+75%) e lácteos (+8%) cresceram, enquanto a soja recuou (-53%), após ter sustentado parte do resultado positivo de maio. A China permaneceu como principal destino, embora suas compras tenham caído (-42%). (Uruguay XXI)

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