Brasil atualiza lista oficial de espécies da fauna ameaçadas de extinção
Brasil
Justiça determina medidas emergenciais após desastre em garimpo ilegal no Amapá. Atendendo a pedido do MPF, a decisão obriga União, governo estadual, Agência Nacional de Mineração e município de Pedra Branca do Amapari a adotar ações para conter danos causados pelo rompimento de uma barragem clandestina de rejeitos no Garimpo São Domingos, na região do Igarapé Água Preta, afluente do Rio Cupixi. Entre as medidas estão a eliminação de oito estruturas irregulares, monitoramento da qualidade da água e elaboração de um plano de recuperação ambiental para a bacia do Rio Cupixi, afetada por contaminação que atingiu mais de 100 km e colocou em risco cerca de 17 mil pessoas. (MPF)
Parceria entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade, Instituto de Terras do Pará e a Federação das Indústrias do Estado do Pará integra o Programa Regulariza Pará e vai acelerar processos de regularização de produtores rurais, com foco inicial na cadeia da palma de óleo. A iniciativa busca ampliar a segurança jurídica no campo, fortalecer a rastreabilidade da produção e facilitar o acesso a crédito e mercados mais exigentes em critérios ambientais. (Semas-PA)
Novo sistema digital moderniza a gestão de Reservas Particulares do Patrimônio Natural no Brasil. MMA e ICMBio lançaram a plataforma SIMRPPN, que centraliza dados e integra órgãos ambientais federais, estaduais e municipais. A ferramenta permite a criação e o gerenciamento digital de planos de manejo e melhora o acompanhamento das áreas privadas de conservação, consideradas importantes para a proteção da biodiversidade. (MMA)
MMA atualizou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção. A nova portaria reúne 790 espécies e nove espécies extintas de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, e serve como base para políticas públicas e ações de conservação. A atualização também incorpora novas avaliações científicas conduzidas pelo ICMBio e inclui espécies como a arara-azul-grande, agora reclassificada como Vulnerável. (MMA)
Segundo Gustavo Spadotti, diretor da Embrapa Territorial, o Brasil está entre os países que mais preservam vegetação nativa no mundo. Spadotti afirmou que a agropecuária ocupa cerca de 11% do território nacional, enquanto grande parte da vegetação nativa do país está dentro de propriedades rurais. Spadotti defendeu o setor e criticou narrativas que associam a produção agrícola à destruição ambiental. (Embrapa)
Governo do RS lançou o Plano de Transição Energética Justa, que estabelece diretrizes para reduzir gradualmente o uso do carvão mineral nas regiões carboníferas e avançar rumo a uma economia de baixo carbono até 2050. A iniciativa, coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, prevê ações para proteger trabalhadores e comunidades afetadas, além de promover a diversificação econômica regional. (SEMA)
Milho de segunda safra no Brasil tem baixa pegada de carbono e reduz a pressão pela abertura de novas áreas agrícolas. A pesquisa aponta que o sistema de cultivo após a soja aumenta a produção sem expansão significativa da fronteira agrícola, contribuindo para a preservação da vegetação nativa e para a redução das emissões de gases de efeito estufa. O trabalho também destaca que o etanol de milho produzido nesse modelo apresenta menor intensidade de carbono. (npj Sustainable Agriculture)
Pesquisa da UnB e da Embrapa utilizou IA e imagens de satélite para mapear áreas agrícolas abandonadas no Cerrado e identificou mais de 13 mil hectares sem uso produtivo em Buritizeiro, MG, entre 2018 e 2022, com 87% dessas áreas antes ocupadas por plantações de eucalipto. O estudo indica que fatores como queda no preço do carvão vegetal e custos de produção podem ter contribuído para o abandono e sugere que essas áreas podem ser destinadas à recuperação ambiental e projetos de uso sustentável do solo. (UnB; Embrapa)
Futuro IBS-Ecológico pode quase dobrar os repasses aos municípios que adotarem critérios ambientais, passando de cerca de R$ 5,3 bilhões para aproximadamente R$ 10,4 bilhões por ano após a implementação da reforma tributária. O modelo substituirá o ICMS-Ecológico e padroniza a destinação de 5% da cota municipal com base em desempenho ambiental, fortalecendo o federalismo ambiental e incentivando ações de preservação e gestão sustentável nos municípios. (IPEA)
Pesquisa com 34 empresas mostra aumento da incerteza regulatória após a Comissão de Valores Mobiliários desobrigar a divulgação de relatórios de sustentabilidade nos padrões do ISSB. Segundo levantamento do CBPS Hub e CBARI, 38% das companhias apontam a insegurança como principal impacto da decisão, enquanto 53% ainda avaliam como irão proceder com os reportes. A medida reacendeu o debate sobre a obrigatoriedade das informações ESG no mercado de capitais brasileiro. (CBPS Hub; CBARI)
Nescafé anunciou uma parceria com a Organização Internacional do Trabalho no Brasil para fortalecer direitos humanos, renda e condições de trabalho na cadeia do café. A ação faz parte do Nescafé Plan, estratégia global da Nestlé para ampliar práticas de agricultura regenerativa, aumentar produtividade, reduzir emissões e melhorar a resiliência dos produtores. Segundo a empresa, 53% do café consumido globalmente já vem de fazendas que adotam práticas regenerativas. (Nescafé)
Investigação da ONG britânica Earthsight aponta que madeira extraída de uma concessão florestal na Amazônia, sob suspeita de irregularidades, teria chegado ao mercado europeu e sido usada em obras de infraestrutura e paisagismo na Holanda. O relatório indica falhas nos sistemas de certificação e fiscalização da cadeia global de madeira, além de possíveis fraudes e violações ambientais envolvendo a empresa Samise, que acumula multas e investigações no Brasil. A ONG defende o fortalecimento das regras de controle e da nova regulamentação europeia contra o desmatamento, prevista para 2026. (Earthsight)
MAPA apresentou o Programa Caminho Verde Brasil durante o Fórum Internacional da Agropecuária, no MS, com foco na recuperação de áreas degradadas e na expansão da produção sustentável. A iniciativa prevê restaurar até 40 milhões de hectares, com apoio de financiamento público e privado, além de metas como desmatamento zero, monitoramento de carbono e adoção de práticas sustentáveis pelos produtores. (MAPA)
Produção de soja com critérios de sustentabilidade segue em expansão no Brasil. Segundo a Mesa Redonda da Soja Responsável, o país superou em 2025 a marca de 2 milhões de hectares certificados pela entidade, alta de 28% em relação ao ano anterior. Mato Grosso lidera a certificação, com mais de 4,9 milhões de toneladas produzidas em áreas certificadas e 1,2 milhão de hectares auditados, seguido por Maranhão, Piauí, Goiás e Bahia. (RTRS)

América Latina
Relatório da Fundação Ellen MacArthur, no âmbito da Coalizão de Economia Circular para a América Latina e o Caribe, analisou políticas públicas sobre economia circular e biomateriais em 12 países e aponta que esses materiais ainda são tratados de forma fragmentada, o que limita seu potencial dentro de modelos circulares. O estudo defende a integração de políticas para ampliar benefícios ambientais e econômicos, como redução de emissões, regeneração do solo, inovação e geração de empregos ao longo da cadeia produtiva. (Fundação Ellen MacArthur)
Universidade de Antofagasta, Chile, inaugurou projeto científico que busca otimizar o uso da água na agricultura por meio de um sistema baseado em aeroponia vertical, bioestimulantes microbianos e tratamento de água com o sistema Downflow Hanging Sponge [reator de esponjas suspensas com fluxo descendente]. A iniciativa visa produzir mais alimentos com menor consumo hídrico em regiões desérticas, como o norte do Chile, em resposta à escassez de água e ao impacto das mudanças climáticas. O projeto conta com cooperação de universidades e instituições internacionais e apoio de empresas do setor. (Universidade de Antofagasta)
Colômbia ainda enfrenta lacunas para cumprir o Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento, que entrará em vigor para operadores gerais em 31 de dezembro de 2026. Estudo da Solidaridad, com apoio do programa europeu TRACECOL, avaliou 120 organizações das cadeias de café, cacau e óleo de palma e mostrou que mais da metade dos exportadores já possui planos de ação completos. Entre os produtores, porém, menos de 25% contam com planos para atender às novas exigências. (Solidaridad; TRACECOL)
Banco de Desenvolvimento do Equador realizou a primeira emissão de um título verde por uma instituição pública do país, com apoio da União Europeia e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Os recursos serão destinados a projetos de água e saneamento, energias renováveis, eficiência energética, infraestrutura resiliente e transporte de baixa emissão, com foco no financiamento sustentável e na adaptação às mudanças climáticas. (Delegação da União Europeia no Equador)
Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais do México e o Departamento de Segurança Energética e Emissões Líquidas Zero do Reino Unido assinaram um Memorando de Entendimento para reforçar a cooperação bilateral em temas de clima, energia e biodiversidade. O acordo estabelece seis áreas prioritárias de colaboração, incluindo ambição climática, energias limpas, conservação da natureza, gestão da água, descarbonização industrial e financiamento sustentável. Também prevê intercâmbio técnico, pesquisa conjunta e desenvolvimento de capacidades. (Semarnat)
Pequenos produtores de cacau da província de Monte Plata, na República Dominicana, estão sendo capacitados dentro do projeto Cacao Trace, que envolve cerca de 700 produtores, para cumprir as exigências do mercado europeu de “cacau livre de desmatamento” segundo o Regulamento UE 2023/1115. A iniciativa promove práticas agrícolas sustentáveis, conservação de florestas e sistemas de rastreabilidade para garantir a origem do produto. O programa é executado pela Junta Agroempresarial Dominicana em parceria com a Fundação Codespa e financiado pela União Europeia. (JAD; Codespa)
Autoridade Nacional da Água executa ações de limpeza, desassoreamento e reforço de margens em pontos críticos de Piura e Tumbes, no Peru, para reduzir riscos de chuvas e inundações. As intervenções devem proteger mais de 6,6 mil hectares agrícolas e beneficiar mais de 18 mil produtores. Em Piura, os trabalhos cobrem 9,52 km de leitos e quebradas, enquanto em Tumbes as obras no rio Tumbes protegem 2,5 mil hectares de cultivos de banana. (Midagri; ANA)

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