Safra de trigo no RS deve cair 36,4% em 2026 com redução de área e clima adverso

Economia cresceu 2,3% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. Na série dessazonalizada, o PIB avançou 0,7% ante o trimestre anterior. Pelo lado da demanda, exportações registraram a maior alta (+9,8%), seguidas pelo consumo privado (+2,7%), enquanto o investimento fixo caiu 11,6%. Entre os setores, os maiores avanços vieram da pesca (+27,5%), agropecuária (+18,1%) e mineração (+12,3%); indústria (-1,7%) e comércio (-0,3%) recuaram. (Indec)
AGCO Corporation anunciou nomeação de Emiliano Ferrari como gerente-geral da Fendt e da Valtra para a Argentina, além de diretor comercial para a Hispano-América. (AGCO Corporation)
Federação de Indústrias Frigoríficas Regionais afirmou que a informalidade na cadeia da carne bovina e o abate clandestino têm ampliado a concorrência desleal e afetado a sustentabilidade econômica do setor. Segundo a entidade, a queda de 10% no abate reduziu a escala operacional dos frigoríficos, elevando custos de transporte, logística, energia e combustíveis, enquanto margens apertadas tornam maior o impacto da evasão fiscal e sanitária. A entidade defende maior transparência e apoia a adoção de um novo controlador eletrônico de abate pelo governo. (FIFRA)

Cota de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina brasileira destinada à China em 2026 deve ser preenchida em julho, segundo projeção da Safras & Mercado. Em maio, o Brasil embarcou 157,6 mil toneladas ao mercado chinês, alta de 14,25% ante o mesmo mês de 2025. Entre janeiro e maio, a China importou mais de 1,3 milhão de toneladas de carne bovina, avanço de 19%, com Brasil respondendo por 55% do total. (Safras & Mercado; Datagro)
Governo Federal cancelou cerca de US$ 10,8 milhões que seriam destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. O corte ocorre após o bloqueio de aproximadamente US$ 89 milhões em maio e o cancelamento anterior de US$ 5 milhões, diante de orçamento inicial de cerca de US$ 194,6 milhões previsto na Lei Orçamentária Anual de 2026. (FGV Agro)
Rabobank apontou riscos importantes para o agro no segundo semestre de 2026, com a previsão de El Niño a partir de julho e fortalecimento até o verão do Hemisfério Sul. O banco projeta safra recorde de soja no Brasil, estimada em 182 milhões de toneladas em 2025/26, e elevou a previsão de milho para 138 milhões de toneladas. O relatório destaca a expectativa de forte produção de algodão, pressão sobre embarques de carne bovina com o preenchimento da cota chinesa, demanda fraca por suco de laranja, recuperação moderada do leite e melhora de preços da celulose no fim do ano. (Rabobank)
Safra de trigo do RS em 2026 deve cair 36,39%, para 2,20 milhões de toneladas. A área cultivada deve recuar 30,18%, para 814,2 mil hectares, enquanto a produtividade média é estimada em 2.701 kg/ha. A redução reflete custos elevados, baixa atratividade econômica dos cereais e maior percepção de risco produtivo, associada à previsão de El Niño durante o inverno e a primavera. (Emater/RS-Ascar)


Instituto Agropecuário inspecionou 255 hectares de Jatropha curcas no departamento de Atlántico, na Colômbia, como parte do processo de certificação em Boas Práticas Agrícolas da Empresa Agroforestal de Colombia S.A.S. O projeto está distribuído em três propriedades nos municípios de Piojó e Ponedera e tem como objetivo a produção sustentável de óleo vegetal para mercados internacionais, incluindo a China. Em fase de máxima produtividade, o cultivo pode alcançar até 5 toneladas de fruto por hectare ao ano, gerando entre 550 e 600 litros de óleo por hectare. (ICA)
Colômbia avançou no monitoramento do uso de antimicrobianos no setor leiteiro com a implementação de um estudo piloto conduzido pelo Instituto Agropecuário e pela FAO, em articulação com o setor privado. Finalizado em abril de 2025, o estudo avaliou o uso e a comercialização de antimicrobianos em propriedades leiteiras com boas práticas pecuárias, com o objetivo de fortalecer a vigilância da resistência aos antimicrobianos sob o enfoque “Uma Só Saúde”. A iniciativa busca gerar evidências para orientar políticas públicas, melhorar registros em fazendas e pontos de venda, promover o uso responsável de medicamentos veterinários e aumentar a segurança dos alimentos. (ICA; FAO)

Representantes do FMI visitaram a sede da Câmara Paraguaia de Exportadores e Comerciantes de Cereais e Oleaginosas em 16 de junho, como parte da missão técnica anual do organismo ao país. A reunião abordou a campanha agrícola, o impacto do aumento dos custos de fertilizantes, o comércio exterior paraguaio e as perspectivas de crescimento econômico para os próximos anos. Após concluir a agenda no país, o FMI deve elaborar um relatório com conclusões e recomendações ao seu Diretório Executivo. (Capeco)


Agroexportações alcançaram US$ 3,899 bilhões entre janeiro e abril de 2026, alta de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025. As exportações tradicionais cresceram 35,8%, impulsionadas pelo café, enquanto as não tradicionais avançaram 5,7%, lideradas por uvas frescas, abacates, mirtilos, mangas, aspargos e cacau. O país também ampliou a presença internacional do gengibre, cujas exportações certificadas passaram de 16.785 toneladas em 2019 para 44.482 toneladas em 2025, alcançando 53 mercados. (Midagri; Senasa)
Governo ampliou a rede rural do Agrobanco com 11 novas unidades em diferentes regiões do país. Em 2026, o banco já concedeu mais de US$ 142,6 milhões por meio de 35.268 créditos voltados à agricultura familiar, com foco em cadeias como azeitona, orégano e carne bovina. (Midagri; Agrobanco)
Governo aprovou regulamento da Lei nº 31920, voltada à industrialização da batata e ao aumento de valor agregado para mais de 711 mil famílias produtoras. A norma busca conectar a produção a cadeias de agroexportação, gastronomia e mercados de grande escala, promovendo desde o processamento primário até produtos como chips, purê instantâneo e amido modificado. (Midagri)

Federação Rural do Uruguai solicita medidas para reduzir custos e recuperar a competitividade do setor agropecuário. A entidade afirmou que o preço do diesel subiu 26,3% em três meses, de aproximadamente US$ 1,22 por litro em fevereiro para US$ 1,54 por litro a partir de 1º de junho, apesar da queda internacional do petróleo. A federação também apontou impactos do déficit fiscal, do atraso cambial e reiterou a defesa da eliminação do “1% municipal”, tributo que considera injustificado. (Federación Rural)
Taxa de prenhez bovina chegou a 81,1% na última temporada de reprodução, segundo dados apresentados no XXIV Taller de Evaluación de Diagnósticos de Gestación Vacuna, realizado na Sociedade Rural de Durazno. Resultado ficou acima de 80% pelo terceiro ano consecutivo. Especialistas destacaram a maior estabilidade da cria bovina no país, associada ao avanço do manejo, à adoção tecnológica e ao uso de bases de dados para análise reprodutiva. (XXIV Taller de Evaluación de Diagnósticos de Gestación Vacuna)

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