Embrapa envia novas sementes brasileiras ao Banco Global de Svalbard

Raízen fechou acordo para vender operações de refino e distribuição de combustíveis na Argentina para sociedades controladas pela suíça Mercuria Energy Group, por US$ 1,42 bilhão. Transação inclui refinaria próxima a Buenos Aires e mais de 880 postos com a marca Shell. Venda faz parte da estratégia de desinvestimentos da companhia, que também negocia a reestruturação de R$ 64,7 bilhões em dívidas financeiras. Conclusão depende de aprovações regulatórias e judiciais. (Raízen)
Louis Dreyfus Company anunciou investimento de US$ 400 milhões na Argentina para construir uma planta de processamento de girassol em Bahía Blanca, Buenos Aires. A unidade terá capacidade estimada de moagem de 1,5 milhão de toneladas/ano, entre as maiores do mundo no segmento. A conclusão está prevista para o fim de 2027. (LDC; Ministério da Economia da Argentina)
Plantio de trigo 2026/27 avançou para 32,4% da área projetada, ritmo mais rápido em cinco anos. Área estimada é de 6,5 milhões de hectares. A disponibilidade de água tem favorecido os trabalhos, que estão 12,4 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos. (Bolsa de Cereais de Buenos Aires)

Oeste da Bahia pode elevar a produção de grãos de cerca de 11 milhões de toneladas para 14 milhões de toneladas nos próximos anos, segundo Moisés Schmidt, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia. A estratégia passa pela expansão da irrigação e pelo uso de tecnologia para aumentar a produtividade. Estudo citado pela entidade aponta potencial para ampliar a área irrigada da Bahia de aproximadamente 150 mil para mais de 450 mil hectares, respeitando critérios de segurança hídrica e exigências ambientais. A região responde por cerca de 90% da produção baiana de grãos e fibras. (AIBA)
Agropecuária Maggi captou R$ 3,5 bilhões por meio de uma Cédula de Produto Rural Financeira lastreada na produção de soja e algodão. A operação marca a estreia da companhia nesse tipo de instrumento. A Cédula de Produto Rural Financeira permite a liquidação em dinheiro, sem entrega física da produção, e tem ganhado espaço como alternativa ao crédito bancário e aos recursos do Plano Safra. (Amaggi)
Associação Nacional dos Exportadores de Cereais elevou projeção para exportações de soja em junho, agora estimadas em 14,38 milhões de toneladas. Aumento de cerca de 2 milhões de toneladas em relação à previsão anterior e indica alta na comparação com junho de 2025. A entidade também aumentou a estimativa de embarques de farelo de soja, de 1,65 milhão para 2,3 milhões de toneladas no mês. (Anec)
Exportações para os EUA caíram 16% entre janeiro e maio de 2026, para US$ 14 bilhões, menor valor desde 2022. A corrente de comércio bilateral recuou 14,3%, para US$ 29,5 bilhões, enquanto o déficit brasileiro com os EUA aumentou 43,3%. A queda ocorre em meio às investigações da Seção 301 do Escritório do Representante de Comércio dos EUA, que podem resultar em sobretaxas de até 37,5% para determinados produtos brasileiros. (Amcham Brasil; USTR)
Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados discutiu Projetos de Lei 676/2025 e 1456/2025, que propõem mudanças nas regras de contratação de trabalhadores safristas. Contratos de safra são usados em atividades rurais com duração vinculada ao ciclo produtivo, como preparo do solo, tratos culturais e colheita. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária, as propostas buscam dar mais segurança jurídica e simplificar a formalização da mão de obra temporária no campo. O tema ainda está em análise legislativa. (Câmara dos Deputados; CNA)
Associação Brasileira de Proteína Animal afirmou que a decisão da UE de manter o Brasil fora da lista de países habilitados para determinadas exportações de produtos de origem animal a partir de setembro não decorre de questionamentos sanitários. Segundo a entidade, o impasse está relacionado ao reconhecimento, pelo bloco europeu, dos mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil. A associação disse que segue apoiando o MAPA no diálogo técnico com as autoridades europeias. (ABPA; MAPA)
Embrapa enviou 24 novos acessos de sementes brasileiras ao Banco Mundial de Sementes de Svalbard, na Noruega. Amostras incluem caju, fava, amendoim, mamona e gergelim, e se somam a mais de 8 mil materiais genéticos já depositados pela instituição desde 2012. O cofre global conserva cerca de 1,38 milhão de amostras de mais de 5 mil espécies, de 223 países e territórios. (Embrapa)
Colheita de café nas áreas de atuação da Cooxupé atingiu 12% até 5 de junho, o menor índice para o período desde 2022. No mesmo período de 2025, os cooperados haviam colhido 13,7% da área. (Cooxupé)
Boa Safra vê aumento na procura por sementes de soja de ciclo mais longo para a safra 2026/27, diante do risco de El Niño e de condições climáticas mais severas no Centro-Oeste. Segundo Marino Colpo, CEO da empresa, esses materiais podem dar maior capacidade de recuperação às lavouras após períodos de seca. A empresa também observa maior demanda por pacotes de sementes mais básicos, em meio à pressão de custos com fertilizantes e combustíveis. A adoção de soja de ciclo mais longo, porém, pode encurtar a janela de plantio do milho segunda safra e elevar o risco para o cereal. (Boa Safra)
Associação Baiana dos Produtores de Algodão inaugurou em Luís Eduardo Magalhães, BA, um novo Centro de Análise de Fibras, com investimento de cerca de R$ 120 milhões. A estrutura tem 5,2 mil m², 16 equipamentos de classificação HVI e capacidade atual para 40 mil análises por dia, podendo chegar a 70 mil com novos equipamentos. O laboratório deve processar cerca de 5 milhões de amostras na safra 2025/26 e atender a produção de algodão da Bahia, Tocantins, Maranhão e Piauí. (Abapa)


Arba Colombia projeta exportar cerca de 400 contêineres de abacate Hass em 2026, equivalente a aproximadamente 9,5 mil toneladas. O volume representaria crescimento de cerca de 70% em relação a 2025, quando a companhia exportou mais de 220 contêineres. A empresa possui 250 hectares próprios na Colômbia, dos quais 50 hectares estão em produção, além de trabalhar com mais de 50 produtores parceiros. (Arba Colombia)
Pesquisa da Universidade Javeriana de Cali aponta que nanotecnologia e inteligência artificial podem ajudar a preservar o pólen de milho e reduzir perdas na produção de sementes híbridas. Segundo o estudo, a queda na viabilidade do pólen pode causar perdas de 15% a 25% na produção. A proposta envolve o uso de nanorrevestimentos e refrigeração a 4°C para conservar o pólen e permitir sua aplicação no momento ideal da polinização. A tecnologia pode aumentar a eficiência na produção de sementes e reduzir custos para pequenos e médios produtores. (Universidade Javeriana de Cali)
Produção de café cresceu 29% em maio ante o mesmo mês de 2025, para 1,05 milhão de sacas de 60 kg, interrompendo sete quedas mensais consecutivas. Segundo a Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia, a colheita foi afetada nos meses anteriores por chuvas nas principais regiões produtoras. Apesar da recuperação em maio, a produção acumulada de janeiro a maio caiu 19%, para 4,27 milhões de sacas, enquanto as exportações recuaram 22%, para 4,15 milhões de sacas. (FNC)

México suspendeu temporariamente a importação de algumas espécies de animais vivos dos EUA como medida preventiva contra a bicheira, causada pela mosca Cochliomyia hominivorax. A decisão afeta bovinos, ruminantes, suínos, ovinos, caprinos, aves canoras e aves de combate, após a identificação de risco de dispersão da praga. A medida busca proteger a pecuária mexicana e reduzir impactos sanitários e comerciais na cadeia de proteína animal da América do Norte. (Sader; Senasica)
Presidente do México, Claudia Sheinbaum, assinou acordo para criar o Sistema de Ordenamento da Produção e Comercialização do Milho Branco “Preço Justo”. A medida busca estabilizar o mercado nacional, garantir preço mais previsível ao produtor e reduzir a intermediação na cadeia. O programa deve beneficiar 61 mil produtores, 705 mil hectares e uma produção estimada de 7 milhões de toneladas de milho branco. (Presidência do México; Sader)
Produção de tomate deve cair 9% em 2026, para 2,6 milhões de toneladas. A queda é atribuída à menor área plantada, condições climáticas adversas, custos de produção mais altos e incerteza comercial com os Estados Unidos, principal destino do tomate mexicano. (USDA)
União Europeia e México assinaram o Acordo Global Modernizado e o Acordo Comercial Interino, que ampliam o acesso ao mercado para produtos agroalimentares. O acordo prevê eliminação de tarifas sobre a maior parte dos produtos agrícolas comercializados entre as partes, além de simplificação de procedimentos e proteção de indicações geográficas. Para o agro, o impacto principal deve ser maior abertura para carnes, lácteos, frutas, vegetais, vinho e produtos processados. (União Europeia)


Paraguai e Japão lançaram projeto científico para combater a pyricularia do trigo, uma das principais ameaças à produção do cereal. A iniciativa será financiada pelo governo japonês com US$ 1,85 milhão e terá duração de cinco anos, de agosto de 2026 a agosto de 2031. A pesquisa prevê desenvolvimento de variedades mais resistentes, tratamentos de sementes, estudos epidemiológicos e transferência de tecnologia a produtores. (UNA; Capeco; JICA)
Paraguai foi aprovado como país elegível para exportar carne bovina e bovinos vivos à Turquia, segundo o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal. Autoridades sanitárias turcas devem realizar uma visita de verificação a frigoríficos paraguaios, etapa necessária para concluir o registro das plantas exportadoras. A expectativa é avançar para o início dos embarques no segundo semestre de 2026. (Senacsa)
Exportações do setor florestal cresceram 9% em valor entre janeiro e maio de 2026, para US$ 38,08 milhões. Volume exportado chegou a 68.953 toneladas, alta de 4,6% ante o mesmo período do ano anterior. O levantamento foi divulgado pela União de Gremios de la Producción com base em dados do Instituto Florestal Nacional do Paraguai. (UGP)
Peruvian Food Groups projeta exportar cerca de US$ 5 milhões em 2026, o dobro do valor registrado em 2025. A empresa atua com produtos agroindustriais em diferentes apresentações e busca ampliar mercados externos. (Peruvian Food Groups)
Pistache pode se tornar uma nova aposta das agroexportações peruanas, segundo Alfonso Velásquez Tuesta, ex-ministro da Produção e ex-presidente executivo da Sierra y Selva Exportadora. O cultivo exigiria investimento estimado em US$ 15 mil/ha, abaixo dos cerca de US$ 50 mil por hectare necessários para instalar pomares de palta. (Alfonso Velásquez Tuesta)
Exportações agrícolas seguem em crescimento, com destaque para mirtilos, palta Hass e gengibre. Exportações de mirtilos devem manter alta em 2026, impulsionadas por novos hectares em produção, maturação de pomares jovens e maior participação de variedades precoces. Exportações de abacate Hass devem chegar a 745,65 mil toneladas, alta de 3,16% em relação a 2025, equivalente a 33.733 contêineres. Exportações certificadas de gengibre chegaram a 44.482 toneladas em 2025, ante 16.785 toneladas em 2019, alcançando 53 mercados internacionais. Em 2025, as agroexportações somaram US$ 14,54 bilhões, com o mirtilo como principal produto da pauta, acima de US$ 2,43 bilhões em vendas e mais de 150 empresas exportadoras. (Proarándanos; ProHass; ComexPerú; Senasa)

Área de canola deve atingir recorde de 392 mil hectares na atual safra de inverno, segundo a Associação Uruguaia para a Proteção dos Obtentores Vegetais. No total, as oleaginosas de inverno devem ocupar cerca de 400 mil hectares, enquanto a área total de cultivos de inverno é estimada em 850 mil hectares, a segunda maior da história. A cevada deve avançar para 205 mil hectares, enquanto o trigo deve recuar para 245 mil hectares. (Urupov; Blasina y Asociados)
Poder de compra do leite em abril de 2026 ficou 13% abaixo do registrado no mesmo mês do ano anterior, segundo o Instituto Nacional do Leite. A queda reflete aumento dos custos de produção e menor preço recebido pelo produtor. O indicador também ficou 23% abaixo da base de referência usada pelo instituto. (Inale)
Mercado de gado gordo registrou ajuste nos preços após nove semanas de alta, segundo a Associação de Consignatários de Gado. Na última semana, o preço médio do novilho caiu de US$ 5,66 para US$ 5,62 por kg, enquanto o preço de a vaca recuou de US$ 5,29 para US$ 5,26. A demanda segue mais bem posicionada, mas a maior oferta de animais prontos levou a tentativas de redução de preços pela indústria. (ACG; Blasina y Asociados)

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