Aprosoja defende nova rodada de securitização das dívidas rurais

Protesto de caminhoneiros no Porto de Quequén foi encerrado após acordo entre transportadores, produtores e autoridades portuárias. Segundo o Consórcio de Gestão de Puerto Quequén, o entendimento prevê reajuste de 16% na tarifa de frete e limite de 2% para gastos administrativos. A paralisação durou mais de duas semanas, afetou carregamento de grãos e gerou perdas estimadas em cerca de US$ 280 milhões para o setor agroexportador. (Consórcio de Gestão de Puerto Quequén)
Holanda rejeitou cargas de farelo de soja da Argentina após identificação de organismos geneticamente modificados não autorizados. O sistema europeu de alerta rápido para alimentos e rações registrou quatro notificações envolvendo farelo argentino entre 19/03 e 27/04, com risco classificado como “potencialmente grave”. O caso pode elevar exigências de controle e segregação para cargas argentinas destinadas à UE. (Comissão Europeia)

Credores da Raízen que detêm cerca de R$ 14 bilhões em títulos contrataram a consultoria financeira Journey Capital e o escritório Felsberg para representá-los no processo de reestruturação da empresa. A Raízen, joint venture entre Shell e Cosan, negocia a conversão de dívida em ações como parte de um acordo extrajudicial com credores que detêm cerca de R$ 65 bilhões em dívidas pendentes. (Journey Capital)
Área sob seca caiu de 54% para 49% do território nacional em março de 2026, o equivalente a 4,2 milhões de km². Houve abrandamento em 19 estados, incluindo BA, MG, SP, GO e MT, mas a seca avançou em áreas no Sul e no Norte. O Nordeste permaneceu como região mais crítica, com 88% do território afetado, embora a seca extrema tenha recuado de 5% para 2% da área regional. (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico)
Brasil alcançou 600 aberturas de mercado para produtos agropecuários desde 2023, após novos anúncios para Filipinas, Cuba e Coreia do Sul. Foram liberadas exportações de carne bovina resfriada para as Filipinas, carnes bovina e suína com osso para Cuba, e castanhas brasileiras para a Coreia do Sul. A medida reforça a diversificação da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. (MAPA)
Suzano vai reajustar em US$ 50 por tonelada o preço da celulose vendida nas Américas a partir de maio. O aumento reforça o peso do Brasil no mercado global de celulose de eucalipto e indica maior firmeza nos preços internacionais, com impacto direto sobre clientes da região. A empresa também anunciou reajuste para a Europa, onde o preço chegará a US$ 1.430 por tonelada. (Suzano)
Confederação da Agricultura e Pecuária apresentou ao MAPA dez propostas prioritárias para o Plano Safra 2026/27. A entidade defende R$ 623 bilhões em crédito rural, sendo R$ 104,9 bilhões para a agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões para a agricultura empresarial, além de R$ 4 bilhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. (CNA)
Itaú BBA projeta crescimento de 10% em sua carteira de crédito ao agronegócio em 2026. A instituição avalia que a demanda por financiamento deve seguir firme, apesar de juros elevados e margens mais pressionadas no campo. O avanço esperado reflete a relevância do agro na carteira corporativa e a busca do setor por capital para custeio, investimentos e gestão financeira. (Itaú BBA)
Banco do Brasil, principal financiador do agronegócio no país, vê sinais de melhora nos pagamentos do setor, mas mantém monitoramento diante do endividamento elevado e da pressão sobre as margens dos produtores. Segundo a instituição, a inadimplência ainda exige cautela, embora haja expectativa de recuperação gradual com a safra e a reorganização financeira de produtores rurais. (Banco do Brasil)
Aprosoja Brasil defende nova rodada de securitização das dívidas rurais para enfrentar a crise de liquidez no campo. Segundo Maurício Buffon, presidente da entidade, custos elevados, eventos climáticos, juros altos e queda das margens ampliaram o endividamento dos produtores e ameaçam o financiamento da próxima safra. O debate ocorre enquanto o Projeto de Lei 5.122/2023, sobre renegociação de dívidas rurais, tramita no Senado. (Aprosoja Brasil)


Chile será o primeiro país do mundo a operar certificação fitossanitária 100% digital com a China para exportações agrícolas e florestais. Segundo o Serviço Agrícola e Ganadero, o sistema começou a valer em 20 de abril em todos os portos chineses, eliminando documentos físicos para os embarques. A medida deve reduzir custos, acelerar liberações e fortalecer o comércio com um dos principais destinos dos produtos chilenos. (SAG)

Suspensão das exportações de bovinos vivos com menos de dois anos e de fêmeas reprodutoras, em meio à alta do preço da carne. Segundo a ministra da Agricultura, Martha Carvajalino, a medida busca preservar o rebanho nacional e conter a inflação da proteína, após aumento superior a 10% no preço da carne e valorização de até 19% dos animais em leilões. (Ministério da Agricultura)
Exportações de banana atingiram recorde em 2025, com US$ 1,309 bilhão em vendas externas. O país exportou 2,5 milhões de toneladas, equivalentes a 133 milhões de caixas de 20 kg, e se consolidou como o terceiro maior exportador de banana da América Latina e do Caribe. A UE foi o principal destino, com 65,8% dos embarques. (Augura)
Produção de café caiu 29,1% em março de 2026, para 754 mil sacas de 60 kg, o menor volume para o mês desde 2013. A contração ocorreu principalmente por conta das fortes chuvas, que reduziram a produtividade. (Fedecafé)

Produção de açúcar deve se recuperar na safra 2025/26, com o Comitê Nacional para o Desenvolvimento Sustentável da Cana-de-Açúcar, órgão mexicano responsável pelo acompanhamento do setor canavieiro, estimando 5,58 milhões de toneladas. A melhora é atribuída à recuperação das chuvas e ao aumento gradual da área de cana, mas custos elevados de fertilizantes e insumos ainda pressionam a produtividade. Relatório do Departamento de Agricultura dos EUA também aponta recuperação do setor, mas com estimativa menor, de 5,40 milhões de toneladas para 2025/26. (Datagro; Conadesuca; USDA)

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Canal do Panamá registrou alta nas taxas de travessia prioritária após bloqueio no Estreito de Ormuz redirecionar fluxos de petróleo e gás natural liquefeito para rotas alternativas. Empresas chegaram a pagar até US$ 4 milhões adicionais em leilões para acelerar a passagem de navios, enquanto a média dos custos extras subiu nas últimas semanas. (Autoridade do Canal do Panamá; Ministério das Relações Exteriores do Panamá)

Paraguai exportou arroz para 22 países entre janeiro e março de 2026. O Brasil concentrou 82% dos embarques. Mercado brasileiro comprou 162,4 mil toneladas, seguido por Chile, Peru, Espanha e Bélgica. (Caparroz)
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Agrobanco desembolsou aproximadamente US$ 108 milhões em crédito no primeiro trimestre de 2026, beneficiando mais de 29 mil pequenos produtores e organizações agrárias no Peru. Os recursos foram destinados à compra, comercialização, melhoramento genético e capital de trabalho. Para 2026, a instituição projeta financiar 166 mil clientes e alcançar aproximadamente US$ 513 milhões em crédito concedido, com inadimplência máxima de 4%. (Agrobanco)

MBRF inaugurou expansão de complexo de carne bovina em Tacuarembó após investimento de US$ 70 milhões. A unidade ampliará a produção de hambúrgueres de 200 para 900 toneladas por mês, enquanto a capacidade de abate subirá de 900 para 1.400 animais por dia. A produção atenderá o mercado uruguaio e destinos como EUA, China, Japão, Coreia do Sul e União Europeia. (MBRF)

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