Queda de 30,8% de volume nas exportações de café

Consumo total de carnes no país aumentou 3,85% em 2025, passando de 112,16 kg para 116,4 kg per capita, com alta nas carnes bovina (+2,94%), suína (+8,44%) e de frango (+3,07%). (Secretaría de Agricultura, Ganadería y Pesca)
EUA ampliaram em 80 mil toneladas métricas a cota de importação de carne bovina magra para 2026 e destinaram 100% do volume adicional à Argentina, reforçando o canal preferencial argentino no mercado norte-americano em um momento de menor oferta interna nos EUA. A distribuição será trimestral, com 20 mil toneladas por trimestre. (Governo dos EUA)
Inflação ao consumidor subiu 2,9% em janeiro frente a dezembro, e acumulou 32,4% em 12 meses. No mês, os maiores aumentos vieram de alimentos, bebidas não alcoólicas (4,7%) e de restaurantes e hotéis (4,1%). (Indec)

Governo do PR investiu R$ 2,1 milhões no projeto CIA-Agro – Módulo Paraná, que aplicará agricultura de precisão em 20 propriedades com sensores e telemetria. Coordenado pelo Centro de Inteligência Artificial para a Agricultura da UEL, o programa também prevê vitrines tecnológicas e treinamentos. (Governo do PR)
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do MDIC as exportações do setor agropecuário brasileiro avançaram 2,1% em janeiro de 2026, contribuindo para uma balança comercial com US$ 25,2 bilhões exportados, US$ 20,81 bilhões importados e superávit de US$ 4,3 bilhões. (MDIC)
Exportações de grãos seguem avançando em 2026, com embarques estimados em 13,9 milhões de toneladas de soja, 3,34 milhões de toneladas de milho e 4,04 milhões de toneladas de farelo de soja no acumulado do ano até fevereiro. A China lidera as compras de soja brasileira, com 66% de participação em janeiro. (ANEC)
Produtos da agricultura familiar garantiram redução nas parcelas de financiamentos do Pronaf em fevereiro, com base nas diferenças de preços apuradas pelo Programa de Garantia de Preço para a Agricultura Familiar. A medida busca proteger a renda dos produtores quando os valores de mercado ficam abaixo do preço mínimo, com destaque para culturas como feijão-caupi no AP, manga no RJ, batata no PR e mandioca no ES. (Conab)
Em janeiro o cenário agroclimático brasileiro combinou chuvas bem distribuídas no Norte, Centro-Oeste e parte do Sudeste, com déficits hídricos no Nordeste e no oeste do RS, onde já há impactos produtivos localizados. Para o trimestre fevereiro-abril, a tendência indica boa disponibilidade hídrica em grande parte do país, porém com risco de estiagem em áreas do Nordeste, MS e do norte do Sudeste, o que pode pressionar culturas sensíveis como milho, feijão e café e pastagens. (Inmet)
Exportações de café totalizaram 2,78 milhões de sacas em janeiro, uma queda de 30,8% em volume e US$ 1,17 bilhão em comparação ao mesmo mês de 2025. Esse recuo foi impulsionado pela entressafra com estoques limitados de café arábica, capitalização dos produtores e direcionamento das variedades conilon e robusta para o mercado interno, somados à queda do dólar e à expectativa de recuperação da safra 2026/27. (Cecafé)
Em janeiro de 2026, a comercialização da soja em MT atingiu 49,49% da produção estimada, impulsionada pela colheita chegando a 39,61% da área total e pela necessidade de caixa dos produtores, apesar da queda mensal de 3,96% nos preços médios. O cenário é marcado por um recorde nas exportações estaduais, que somaram 487,63 mil toneladas no mês, um salto de 202,52% em relação a 2025, refletindo a forte demanda externa e a maior oferta nacional projetada pela Conab. (IMEA)
BNDES aprovou R$ 148,5 milhões para a construção de uma usina de biometano em Toledo, PR, com investimento total de R$ 196 milhões. O projeto deve evitar 80 mil toneladas de CO₂ por ano, produzir fertilizante orgânico e CO₂ biogênico. O biometano será produzido a partir de resíduos orgânicos da agroindústria. (BNDES)
Arauco está investindo US$ 4,6 bilhões na maior fábrica de linha única do mundo, com capacidade para processar milhões de toneladas de madeira e gerar 3,5 milhões de toneladas de celulose anualmente a partir de 2027. Para viabilizar o escoamento, o Governo de MS aporta R$ 26,9 milhões em acessos rodoviários específicos para veículos pesados, parte de um pacote de R$ 1,3 bilhão em infraestrutura regional. (Semadesc)
Na primeira semana de fevereiro de 2026, o setor agropecuário apresentou uma queda de 4,1% na média diária em relação ao mesmo período de 2025 e as importações do setor tiveram um leve crescimento de 2,5%. (Secex)
Crédito rural empresarial somou R$ 316,57 bilhões entre julho de 2025 e janeiro de 2026, alta de 6% ante o mesmo período da safra anterior, com R$ 307,11 bilhões já liberados aos produtores. O avanço foi impulsionado pelas Cédulas de Produto Rural, que cresceram 37% e elevaram o financiamento total da produção para R$ 241,38 bilhões, enquanto o crédito para investimentos recuou 20%. (Mapa; Banco Central)
Governo iniciou uma ofensiva estratégica para acelerar a tramitação do acordo Mercosul-União Europeia, projetando sua aprovação na Câmara dos Deputados ainda em fevereiro de 2026. O movimento busca consolidar o acesso do agronegócio a um mercado de 720 milhões de consumidores, utilizando um Grupo de Trabalho técnico como escudo para monitorar a transição de setores sensíveis. (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço)
Exportações de pulses (feijões, ervilhas, lentilhas e grão-de-bico) cresceram 30% em 2025, alcançando US$ 448,1 milhões, com os feijões secos respondendo por mais de 98% do valor exportado. Na produção, o feijão segue como principal cultura do grupo, com estimativa superior a 3 milhões de toneladas na safra 2025/26. (Mapa; Conab)


A Agenda de Competitividade Agroexportadora Sustentável impulsionou o setor agroflorestal a um patamar histórico, atingindo o recorde de US$ 20,5 bilhões em exportações em 2024 e um crescimento de 9,1% no início da safra 2025/26. A estratégia focou na abertura de 93 novos mercados, rastreabilidade e coordenação público-privada, resultando em expansões notáveis como 319% em avelãs e 36% em cerejas. (Minagri)

Exportações agropecuárias cresceram 33,5% em valor e 20,1% em volume em 2025, alcançando US$ 15,3 bilhões e 6,88 milhões de toneladas, impulsionadas principalmente por maiores embarques de café, óleo de palma e bananas. (Departamento Administrativo Nacional de Estatística)
Cultivo de mirtilos soma cerca de mil hectares, concentrados principalmente em Boyacá e Cundinamarca, com produção estimada em 20.000 toneladas/ano. As exportações seguem majoritariamente para os EUA, enquanto a Ásia ainda enfrenta barreiras fitossanitárias e tempos longos de transporte. O setor também projeta pressão de custos em 2026, com impacto relevante da mão de obra no custo total e investimento inicial elevado. (Asocolblue)

Acesso a financiamento para produtores de cana-de-açúcar será ampliado com a inclusão dos produtores aos programas Producción para el Bienestar e Fertilizantes para el Bienestar. A iniciativa permitirá crédito com juros preferenciais de 8,5%, reduzindo custos que hoje podem chegar a 30%. (Sader)


Produção de soja pode atingir 11,53 milhões de toneladas, na safra 2025/26, configurando um novo recorde histórico, após revisão da safra principal para 10,14 milhões de toneladas e com produtividades acima da média impulsionadas por chuvas favoráveis. O resultado final ainda dependerá do desempenho da segunda safra, enquanto o aumento da oferta regional tende a manter pressão sobre os preços nos próximos meses. (StoneX)

Setor agropecuário cresceu 4,8% em 2025, impulsionado pelo avanço da produção agrícola (+5,5%) e pecuária (+3,4%), com destaque para maiores volumes de azeitona, mirtilo, uva, abacate, manga, batata, café, cacau, além de aumento na oferta de frango, leite, suínos e peru. (Midagri)
Serviço Nacional de Sanidade Agrária certificou o primeiro envio de 23 toneladas de carne de peru para o Panamá, marcando um avanço histórico para o setor avícola nacional. A iniciativa reflete a articulação entre o Estado e o setor privado, que busca expandir mercados para produtos avícolas do país, incluindo destinos estratégicos na Ásia e América do Norte. (Midagri; Senasa)

Juan Baroffio, presidente da Regadores Unidos do Uruguai, entidade que reúne produtores que utilizam irrigação agrícola no país, afirmou que é viável ampliar a área irrigada para 300 mil hectares, citando condições de topografia, pluviosidade e disponibilidade de água no país. Ele destacou que 2025 teve demanda hídrica excepcionalmente alta entre dezembro e janeiro, acima do previsto, o que pode antecipar falta de água em alguns sistemas. (Regadores Unidos del Uruguay)

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