Inadimplência entre produtores rurais brasileiros atingiu recorde

Caem vendas de tratores e colhedoras (-31,2%) e sobem vendas de semeadoras e outros implementos (+4,5%), que mobilizam 57% do mercado nacional. Setor teve uma queda de 17,4% em faturamento no último ano, atingindo R$ 921 bilhões. (BCRmercados)
No primeiro semestre de 2026, 19 economias regionais da Argentina cresceram mais de 20%, com destaque para o complexo de grãos (R$ 104,87 bilhões, 79% do total exportado) e a cadeia de gado (R$ 11,8 bilhões, 7,6% do total exportado). (SAGyP)
Exportações de milho para a China atingiram recorde de maior volume já registrado. Cofco internacional correspondeu à 600 mil toneladas de abril à julho. (Cofco)
Colheita recorde de milho em 2025/26, com produção de 70 milhões de toneladas (+35,4% ante 2024/25) e exportações estimadas em 44 milhões. A maior liquidez permite aos produtores adiar as vendas de soja: apenas 40% da produção havia sido comercializada até o fim de junho, o menor percentual em uma década, enquanto aguardam melhores condições cambiais e de preços. (SAGyP; ActivTrades)
Tether, emissora da maior stablecoin do mundo, investiu US$ 20 milhões na empresa argentina Ualá, ampliando atuação na América Latina. A operação reforça a diversificação da companhia para além dos criptoativos, após assumir o controle da Adecoagro em 2025. (Tether)
Inflação mensal desacelerou pelo 3o mês consecutivo e ficou em 1,9% em junho, menor nível em dez meses. No primeiro semestre, preços acumularam alta de 16,8%, enquanto a inflação anual atingiu 33,5%. (Indec)

Exportações de soja, farelo de soja e milho devem superar estimativas iniciais. Exportação de soja e de farelo devem atingir respectivamente 13,76 milhões de toneladas e 2,57 milhões de toneladas em julho, enquanto milho deve atingir 3,44 milhões de toneladas. (ANEC)
Senado confirma que PL 2.951/24, que altera o marco do seguro legal no país, deverá ser votado em agosto. Texto prevê a imposição da aplicação dos recursos orçamentários para subvenção de apólices do seguro rural. (Agência Senado)
Inadimplência entre produtores rurais brasileiros atingiu recorde de 8,8% no primeiro trimestre de 2026, alta de 1,2 ponto percentual em um ano. O indicador da Serasa Experian, que considera dívidas do agronegócio vencidas há mais de 180 dias, avançou pelo 5o trimestre consecutivo, pressionado por custos elevados, oscilação dos preços e restrição de crédito. (Serasa Experian)
Produção de azeite de oliva atingiu recorde de 1,434 milhão de litros em 2026, alta de 496,75% ante 2025. RS respondeu por 1,17 milhão de litros. (Ibraoliva)
Com mais de 90% de chance de persistir até o início de 2027, El Niño pode provocar excesso de chuvas no Sul e seca no Centro-Norte, elevando risco de brusone (doença causada pelo fungo Magnaporthe oryzae) nas lavouras de arroz irrigado e de terras altas. (Sindiveg)
Brasil exportou 38,46 milhões de sacas de café em 2025/26, queda de 15,7%, enquanto receita recuou 1%, para US$ 14,59 bilhões, sustentada pelo preço médio recorde de US$ 379,48/saca. Em 2026/27, embarques podem crescer 17% e alcançar 45 milhões de sacas, embora chuvas durante a colheita tenham reduzido a oferta de grãos de alta qualidade. (Cecafé)
EUA aplicarão sobretaxas de 25% sobre cerca de 3 mil produtos brasileiros a partir de 22 de julho, afetando mais de US$ 11 bilhões em exportações industriais e do agro. Novas medidas podem elevar as tarifas a 37,5%. (Amcham Brasil)


Porto de Coquimbo termina temporada de cítricos, de maio à julho, com recorde de 36.708 toneladas exportadas, alimentados pelas regiões de Coquimbo e Atacama, onde se concentram as produções de tangerinas, limões e laranjas. Os principais destinos de exportação são EUA, México, Holanda e Espanha. (TPC)

Probabilidade de El Niño muito forte entre outubro e dezembro subiu para 81%, com 97% de chance de o fenômeno persistir até o início de 2027. Maior risco de secas, calor, incêndios e perdas agrícolas impulsiona a procura por seguros. Colmena Seguros lançou nova apólice com cobertura contra seca, ondas de calor, incêndios e ventos, enquanto o mercado amplia oferta de seguros tradicionais e paramétricos, com opções a partir de aproximadamente US$ 12. (NOAA/CPC; Colmena Seguros)
Delegação da Administração Geral das Alfândegas da China auditou quatro estabelecimentos exportadores de carne na Colômbia, além do Porto de Cartagena e do laboratório oficial do Invima. O país já exporta carne bovina à China e busca ampliar o acesso e obter autorização sanitária para carnes suína e de frango. (Invima)

Exportações agropecuárias e pesqueiras para o Reino Unido atingiram recorde de US$ 184 milhões em 2025, alta de 15%. O volume embarcado cresceu 70,3%, para 104,4 mil toneladas, impulsionado principalmente pela duplicação das vendas de melaço de cana. (Sader)


Paraguai amplia comércio com Taiwan, realizando primeiro envio de carnes e aves para o destino, de 48,5 mil kg. (Senacsa)

Peru avançou no processo de adesão à OCDE após receber parecer favorável do Comitê de Agricultura, tornando-se o sexto comitê técnico concluído pelo país. A avaliação reconheceu avanços da produtividade e das agroexportações, mas apontou dificuldades dos pequenos produtores no acesso a mercados, tecnologia, financiamento e infraestrutura. (OCDE)

Banco da República Oriental do Uruguai refinanciará em quatro anos as dívidas vencidas ou com vencimento até 30 de junho dos produtores de arroz clientes da instituição. O banco também ampliará em até 20% as linhas de crédito para a safra 2026/27; interessados devem solicitar o apoio até 31 de julho. (BROU)
Ministério da Agricultura do Brasil propôs ao governo uruguaio uma troca de cotas que permitiria ao Brasil utilizar até 100 mil toneladas da cota uruguaia de carne bovina para a China a partir de 2027. Em contrapartida, o Brasil transferiria ao Uruguai cerca de 7 mil toneladas de sua parcela da cota do Mercosul para a União Europeia. A operação poderia acrescentar mais de US$ 500 milhões às exportações brasileiras, mas ainda depende da concordância do Uruguai. Instituto Nacional de Carnes do Uruguai confirma que o país possui uma cota de 324 mil toneladas na China em 2026, elevada para 331 mil toneladas em 2027, mas ainda não anunciou posição sobre a proposta. (MAPA; INAC)

LEIA MAIS:
