Overview by AgriBrasilis (13/06/26 – 19/06/26)

Published on: June 18, 2026

El Niño previsto para 2026 pode beneficiar áreas produtoras de trigo na Argentina


Comercialização da soja da safra 2025/26 avança com cautela, com apenas 21% da produção estimada com preço firme, o menor nível em mais de 30 anos. Segundo a Bolsa de Comercio de Rosario, preços abaixo da média histórica, margens pressionadas na indústria e forte liquidação de posições por fundos em Chicago têm limitado a fixação de preços e pressionado as cotações. (Bolsa de Comercio de Rosario)

El Niño pode favorecer safra 2026/27. Serviço Meteorológico Nacional aponta cerca de 90% de chance de fase El Niño entre junho e agosto. No país, o fenômeno costuma aumentar as chuvas e as temperaturas, o que pode beneficiar áreas agrícolas bem drenadas. Para o trigo, a Secretaria de Agricultura estima 6,6 milhões de hectares em 2026/27, com boa umidade nos solos, enquanto a Bolsa de Comércio de Rosario projeta produção de até 20 milhões de toneladas em cenário climático normal. (NOAA/CPC; SMN; SAGyP; BCR)

Agroindústria registrou ingresso líquido de US$ 12,04 bilhões por comércio exterior de bens nos primeiros quatro meses de 2026, alta de 8,6% em relação ao mesmo período de 2025. Complexo oleaginoso e de grãos respondeu por US$ 7,59 bilhões, cerca de dois terços do saldo agroindustrial. Somados, agroindústria, mineração e energia geraram US$ 17,61 bilhões líquidos, recorde para o período. (BCR)

Produção de grãos deve atingir 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo o 9º Levantamento da Conab, o que deve estabelecer novo recorde histórico. A projeção representa alta de 1,8% em relação ao ciclo anterior, impulsionada pelo aumento da área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, e por condições climáticas favoráveis, com destaque para soja e milho. (Conab)

Exportações do agro brasileiro somaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, alta de 8,2% ante mesmo mês do ano anterior, respondendo por 50,2% das vendas externas do país. No acumulado de janeiro a maio, o setor alcançou US$ 70,5 bilhões, recorde histórico para o período, impulsionado por soja, carnes e diversificação de mercados. (MAPA)

Ministro da Agricultura, André de Paula, destacou a abertura de 641 novos mercados para produtos do agro brasileiro e o potencial do acordo Mercosul-União Europeia para ampliar exportações. O debate também abordou sustentabilidade, Plano ABC+, crédito rural, seguro agrícola e gestão de riscos climáticos como fatores estratégicos para a competitividade do setor. (MAPA)

Preços do arroz em casca voltaram a recuar no RS, interrompendo a reação observada no início de junho. Pressão está ligada à ampla disponibilidade do cereal e às dificuldades de comercialização do arroz beneficiado, que limitam a atuação compradora das indústrias, apesar da demanda internacional ainda ativa. (Cepea)

BNDES aprovou R$ 500 milhões para financiar a construção de uma nova planta de etanol de milho da FS em Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso. A unidade terá capacidade anual para processar até 1,2 milhão de toneladas de milho e produzir até 540 milhões de litros de etanol, além de grãos secos de destilaria, coproduto rico em proteína e fibra usado na alimentação animal. (BNDES)

Cosan informou que a Radar vendeu 12% de seu portfólio de terras agrícolas no MT para um comprador não divulgado. A operação envolve 41.214 hectares destinados ao cultivo de soja, milho e algodão e tem valor total de R$ 1,85 bilhão. Segundo a companhia, cerca de R$ 586 milhões correspondem à participação econômica da Cosan na venda, que ainda depende do cumprimento de condições precedentes. (Cosan; CVM)

Departamento de Economia Rural do PR informou que a colheita da segunda safra de milho 2025/26 avança lentamente no Estado. Até meados de junho, foram colhidos cerca de 14 mil hectares, menos de 1% dos 2,9 milhões de hectares cultivados. Segundo o órgão, 24% da área já está em fase final de desenvolvimento, mas o excesso de dias nublados e as temperaturas baixas exigem cautela quanto ao potencial produtivo. A estimativa para a safrinha permanece em cerca de 17,5 milhões de toneladas. (Deral/Seab-PR)

El Niño deve aumentar riscos climáticos para a safra 2026/27. O fenômeno tende a se fortalecer no segundo semestre de 2026 e pode continuar até o fim do ano. No Brasil, o El Niño costuma provocar maior risco de seca no Norte e no Nordeste e chuvas acima da média no Sul. Esse padrão pode afetar o plantio da soja, a janela do milho segunda safra e culturas como cana-de-açúcar, café e citros. (NOAA/CPC; WMO; INMET)

Brasil consolidou em 2025 sua posição entre os maiores exportadores mundiais de carne suína, superando o Canadá em volume embarcado. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal, as exportações brasileiras chegaram a 1,510 milhão de toneladas no ano, alta de 11,6%, com receita de US$ 3,62 bilhões. No mercado interno, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos projeta consumo recorde de 20,2 kg por habitante em 2025. (ABPA; ABCS)



Serviço Agrícola e Pecuário avançou na certificação fitozoossanitária eletrônica com novos acordos digitais com Uruguai e Israel. O sistema permitirá certificação zoossanitária para exportações de carnes de aves e suínos ao Uruguai e certificação fitossanitária para produtos hortícolas, florestais e material de propagação destinados a Israel, ampliando a rastreabilidade e a eficiência do comércio silvoagropecuário chileno. (SAG)

Chile reforçou rastreabilidade e padrões ambientais da cadeia de ameixa desidratada, setor que exporta para cerca de 80 mercados. O país concluiu o primeiro Acordo de Produção Limpa para plantas processadoras e iniciou uma nova etapa voltada aos produtores rurais. A iniciativa busca preparar toda a cadeia para exigências internacionais mais rígidas em eficiência hídrica, uso de energia, gestão de resíduos, adaptação climática e produção sustentável. (Odepa)

Produção de café reagiu em maio, mas não reverteu a queda acumulada no ano. Segundo a Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia, o país produziu 1,06 milhão de sacas de 60 kg no mês, alta de 29% frente a maio de 2025. No acumulado de janeiro a maio, porém, a produção colombiana caiu 19%, para 4,3 milhões de sacas, enquanto as exportações recuaram 22%, para 4,15 milhões de sacas. (FNC)

Grupo Daabon, da Colômbia, concluiu a aquisição de 100% das operações da Agropalma no Pará, marcando sua entrada no mercado brasileiro de óleo de palma. A operação inclui áreas de plantio e reserva florestal, seis indústrias de extração na cidade de Tailândia e uma refinaria em Belém. A unidade de Limeira, SP, ficou fora da transação e passou a operar de forma independente. Agropalma atua na produção de óleo de palma, palmiste e derivados para segmentos como alimentos, cosméticos e oleoquímicos. (Agropalma; Grupo Daabon)

Instituto Colombiano Agropecuario concedeu seis novas certificações de Granja Avícola Comercial Biosegura no departamento do Atlântico, na Colômbia. Com isso, 55 das 71 granjas avícolas registradas na região já possuem certificação sanitária. A medida reforça o controle de biossegurança em unidades de frango de corte, postura e material genético, com foco na prevenção de doenças e na vigilância da salmonelose aviária. (ICA)



Exportações agroalimentares para os EUA perderam ritmo às vésperas das discussões sobre o capítulo agrícola do T-MEC. As vendas mexicanas ao mercado norte-americano caíram 9,8% em 2025, para US$ 43,8 bilhões. A queda atingiu produtos como destilados, vegetais e preparações alimentícias. Ainda assim, México seguiu como o maior parceiro agrícola dos EUA em comércio total, com destaque para vegetais, frutas, bebidas e destilados. (USDA/ERS; USTR)

Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo, com sede no México, e a Catholic Relief Services anunciaram parceria para preparar pequenos produtores mexicanos para os impactos do El Niño. Iniciativa prevê capacitação técnica, uso de sementes adaptadas ao clima, manejo de água e solo e sistemas de alerta para reduzir perdas em milho, feijão, trigo, arroz, sorgo. Organização Meteorológica Mundial estima alta probabilidade de formação do l Niño entre junho e agosto de 2026. (CIMMYT; CRS; WMO)

Câmara Paraguaia de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas – Capeco alertou que o país deve monitorar a possível formação de El Niño no início da primavera austral, após o aquecimento gradual do Pacífico Equatorial. Segundo a entidade, se a tendência se confirmar, o fenômeno pode favorecer chuvas acima do normal e temperaturas mais moderadas na Região Oriental durante a safra primavera-verão 2026/27, enquanto o Chaco pode enfrentar o cenário oposto, com chuvas abaixo da média e calor mais intenso. A Capeco destacou que o risco exige acompanhamento, mas não deve ser tratado como “Súper El Niño” neste momento. (Capeco; WMO; NOAA/CPC)

 

 

Iniciada em Acobamba, Huancavelica, a construção de planta de processamento de batata nativa para a Associação Unión Pomavilca. Projeto terá 570 m², investimento de aproximadamente US$ 79 mil e prazo de execução de 54 dias, com objetivo de agregar valor à produção local e ampliar a industrialização da batata na região. (Argenpapa)

Setor agropecuário ainda enfrenta gargalos em irrigação, sementes certificadas, capacitação técnica, formalização e associativismo. A atividade concentra 22,5% do emprego nacional e 76,5% do emprego rural, mas 93,7% dos trabalhadores estão na informalidade. (Comex Perú)

Ministério de Desenvolvimento Agrário informou crescimento nas áreas semeadas de batata, milho amarelo duro e milho choclo na campanha agrícola 2025/26. As áreas de batata cresceram 0,5%, as de milho amarelo duro 3,3% e as de milho verde 3,7%, reforçando o abastecimento de alimentos básicos no país. (Midagri)

Agroexportadora Sol de Olmos alertou que temperaturas acima do normal podem reduzir produção de alho em 2026. A empresa estima que a produção nacional possa cair de aproximadamente 100 mil toneladas para 60 mil – 70 mil toneladas, com impacto na qualidade das primeiras colheitas em Arequipa. (Sol de Olmos)



 

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