Operação apreende 1,4 mil toneladas de sementes irregulares no RS

Economia recuou 2,1% em fevereiro na comparação anual, no pior resultado desde 2024, em mais um sinal de fraqueza da atividade no início de 2026. A retração foi puxada principalmente pela perda de dinamismo do consumo e da indústria, em meio à inflação ainda elevada, perda de renda e efeitos de curto prazo do forte ajuste fiscal. (Indec)
Cadeia do girassol atravessa fase de forte expansão, com avanço da industrialização e maior geração de divisas com exportações. Segundo a Associação Argentina de Girassol, a produção de óleo foi a maior desde os anos 2000 e, se a demanda externa continuar alta, o país poderá alcançar 9,5 milhões de toneladas nos próximos anos, embora infraestrutura, logística e carga tributária ainda sejam entraves ao crescimento. (Asagir)
Província de Santa Fé adotou medidas emergenciais para reduzir o impacto das inundações sobre a pecuária, com prorrogação de 30 dias da campanha de vacinação contra febre aftosa e flexibilização do trânsito de animais nas áreas afetadas. O governo também abriu um registro para mapear campos disponíveis para abrigar rebanhos evacuados e oferta privada de alimentos, diante das dificuldades logísticas causadas pelos alagamentos no centro e norte da província. (Governo de Santa Fé)

Próxima safra de arroz no RS começa sob incerteza, com produtores pressionados por crédito restrito, juros altos, custos elevados e câmbio desfavorável, segundo a Federação das Associações de Arrozeiros do RS. A entidade avalia que a área plantada pode ser mantida ou até reduzida, enquanto o setor acompanha com cautela os preços, as exportações e o apoio à comercialização anunciado pelo Governo Federal. (Federarroz)
Agronegócio soma mais de R$ 98 bilhões em dívidas incluídas em planos de recuperação extrajudicial em 2026, segundo o Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial. O setor registrou seis casos neste ano e acumula 36 desde 2022, em um movimento associado à busca por renegociações mais rápidas, flexíveis e menos custosas do que a recuperação judicial. (OBRE)
Associação Nacional dos Exportadores de Cereais projetou as exportações brasileiras de soja em 16,4 milhões de toneladas em abril, o que, se confirmado, representará um recorde mensal, acima das 15,8 milhões de toneladas embarcadas em março. Apesar de ligeira redução em relação à estimativa da semana anterior, o volume reforça a força do escoamento da safra brasileira, com alta anual prevista de cerca de 2,9 milhões de toneladas. (ANEC)
Exportações de frutas cresceram 25% em valor no primeiro trimestre de 2026, alcançando US$ 351,1 milhões, com embarques de 330,6 milhões de quilos, alta de 13% em volume na comparação anual. O avanço foi puxado principalmente por manga, melancia, melão e maçã, enquanto a uva registrou recuo. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados, o desempenho reforça a expansão da fruticultura brasileira no mercado externo. (Abrafrutas)
COFCO International vai investir mais de R$ 2 bilhões na ampliação de sua unidade em Rondonópolis, no Mato Grosso, com o objetivo de elevar a capacidade de esmagamento de soja de 4,5 mil para 10 mil toneladas por dia até o início de 2028. Se confirmada, a expansão transformará a planta no maior complexo de esmagamento de soja do Brasil e reforçará a presença chinesa na cadeia de processamento de farelo, óleo e biodiesel no país. (COFCO International)
Custos de produção de soja, milho e algodão no MT subiram para 2026/27, pressionados principalmente pela alta do diesel e dos fertilizantes em meio às tensões no Oriente Médio. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o custeio da soja avançou 6,98%, o do milho subiu 3,38% e o do algodão aumentou 2,64%. (IMEA)
Preços do trigo seguem em alta no sul do Brasil, com oferta restrita e necessidade de recomposição de estoques antes da nova safra. No RS, a disponibilidade estimada de 260 mil toneladas é vista como insuficiente para abastecer o mercado até outubro, o que pode exigir importações. (TF Agroeconômica)
Operação conjunta no RS apreendeu cerca de 1,4 mil toneladas de sementes em situação irregular, com valor estimado em R$ 6,1 milhões, no âmbito da Operação Semente Segura III. A ação ocorreu entre 14 e 16 de abril, com fiscalização em empresas e propriedades rurais ligadas à produção, comercialização e uso de sementes, além de produtores de forrageiras de inverno. (MAPA)


China proibiu, com efeito imediato, importações de carne de frango e de outros produtos avícolas do Chile após surto recente de gripe aviária no país. A medida inclui todas as aves e produtos relacionados de origem chilena, e a alfândega chinesa informou que cargas irregulares encontradas na fronteira serão destruídas. A China já havia suspendido esse comércio anteriormente e só retomou as compras no fim de 2024; antes disso, o país era o terceiro principal destino do frango chileno. (Governo da China)

Instituto Colombiano Agropecuário e a Associação Colombiana de Sementes e Biotecnologia defenderam uso de sementes autorizadas no plantio do primeiro semestre de 2026 para arroz, milho, algodão e sorgo. Segundo as entidades, o uso desse material pode elevar a produtividade por hectare em até 40% frente a sementes não autorizadas, além de reforçar a segurança alimentar, a formalidade no campo e a proteção fitossanitária do país. (Acosemillas)
Importações de milho branco saltaram 411% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, passando de 6.008 toneladas para 30.701 toneladas, enquanto as de milho amarelo cresceram 20,4%. O avanço das compras externas reflete preços internacionais mais favoráveis e câmbio mais estável, mas também expõe a perda de competitividade da produção local. (Fenalce)

Exportações de açúcar para os EUA recuaram para US$ 386,3 milhões, bem abaixo do pico recente de US$ 700,7 milhões, enquanto as cotas de acesso ao mercado americano caíram de 800 mil para 200 mil toneladas. México voltou a pressionar Washington para ampliar os volumes permitidos, colocando o açúcar entre os temas sensíveis da revisão do Acordo Estados Unidos-México-Canadá. (Governo do México)


Câmara Paraguaia de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas suspendeu o Rally da Soja 2026, previsto para 23 e 24 de abril no Chaco paraguaio, por causa das chuvas e da instabilidade climática persistente. Segundo a entidade, a decisão busca evitar danos aos caminhos internos das estâncias anfitriãs em um momento em que a região se prepara para iniciar a colheita de soja. (Capeco)

Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe apontou o Uruguai como um exemplo bem-sucedido de diversificação e investimento no agro no novo Relatório de Economia e Desenvolvimento 2026, “Raízes do futuro”. Segundo a instituição, o país se destaca no setor florestal por marcos regulatórios claros, agilidade administrativa e políticas de fomento, além do potencial em energia, biocombustíveis e hidrogênio verde. (CAF)
Governo voltou a colocar a irrigação no centro da política agropecuária, com uma reunião interministerial liderada pelo presidente Yamandú Orsi para definir projetos-piloto, ampliar investimentos e fortalecer a adaptação climática da produção. Segundo o Ministério da Agricultura, a estratégia busca tratar a irrigação como ferramenta estrutural para elevar a produtividade, estabilizar rendimentos e reduzir os impactos das secas sobre o campo e a economia. (Governo do Uruguai)
Presidente da Associação Rural do Uruguai, Rafael Ferber, afirmou que é “uma enorme injustiça” dizer que o agro produz contra o meio ambiente e criticou o que chamou de entraves e visões ambientalistas restritivas ao setor. Durante discurso, Ferber defendeu que a produção agropecuária precisa ser fortalecida com menos burocracia e mais apoio a investimentos, reiterando que o setor está à disposição do governo para impulsionar políticas de desenvolvimento. (ARU)

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