MS decreta emergência ambiental por 180 dias para reforçar combate a incêndios no Pantanal
Brasil
MS decretou estado de emergência ambiental por 180 dias devido ao aumento do risco de incêndios florestais. A medida busca reforçar ações de prevenção e combate ao fogo diante da previsão de altas temperaturas, baixa umidade do ar, ventos fortes e escassez de chuvas, especialmente no Pantanal. O decreto permite agilizar contratações, aquisição de equipamentos e abertura de aceiros, além de ampliar a fiscalização de queimadas ilegais. (Governo de MS)
Investimentos em saneamento no Litoral Norte de SP devem fortalecer preservação ambiental da região, com R$ 3,7 bilhões destinados à ampliação dos sistemas de água e esgoto até 2029. Expansão da coleta e do tratamento de esgoto busca reduzir a poluição de rios, córregos e áreas costeiras, contribuindo para a conservação de ecossistemas e da qualidade da água. Desde 2024, mais de 16 mil moradias foram incorporadas à rede de esgoto e 15,6 mil passaram a contar com tratamento. (Governo de SP)
Rio Grande, no RS, defende que cerca de R$ 6,5 milhões em compensação ambiental previstos para o futuro terminal de celulose da CMPC sejam aplicados no próprio município. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, os recursos poderiam fortalecer unidades de conservação, áreas de preservação permanente e projetos de adaptação às mudanças climáticas em uma região considerada vulnerável a eventos climáticos extremos. A proposta foi apresentada durante audiência pública do processo de licenciamento ambiental do empreendimento, que prevê investimento de R$ 1,5 bilhão. (Prefeitura de Rio Grande)
Enchentes e alagamentos são as principais preocupações ambientais dos moradores de diversas capitais brasileiras, segundo pesquisa do Instituto Cidades Sustentáveis e Ipsos-Ipec. Levantamento indica que os impactos das mudanças climáticas já afetam a rotina urbana, com eventos extremos, calor excessivo e poluição do ar entre os problemas mais percebidos pela população. A pesquisa mostra que 84% dos entrevistados acreditam que as prefeituras têm papel importante no enfrentamento das mudanças climáticas e na implementação de políticas de adaptação. (Instituto Cidades Sustentáveis; Ipsos-Ipec)
Comitê de Compensação Ambiental Federal aprovou destinação de mais R$ 73,9 milhões para fortalecer unidades de conservação em diferentes regiões do Brasil, elevando para R$ 3,9 bilhões o total de recursos direcionados desde 2011. Investimentos apoiarão ações de proteção ambiental, regularização fundiária, monitoramento, elaboração de planos de manejo e melhoria da gestão de áreas protegidas. Recursos contemplam unidades de conservação federais, estaduais e municipais em diversos estados. (MMA)
Confederação Nacional da Indústria e 24 federações estaduais solicitaram participação em ações no STF que questionam a Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Entidades defendem que a legislação amplia a segurança jurídica e a previsibilidade dos processos de licenciamento, sem comprometer a proteção ambiental. Segundo a indústria, a norma pode modernizar procedimentos, reduzir burocracias e apoiar investimentos em infraestrutura e projetos produtivos, mantendo o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade. (CNI)
MPF articulou força-tarefa para proteger Sinningia helleri, planta nativa da Serra do Tinguá, RJ, considerada em perigo crítico de extinção. Redescoberta em 2015 após ser considerada extinta por mais de 150 anos, a espécie recebe medidas emergenciais de conservação, incluindo resgate de exemplares afetados por deslizamentos, coleta de sementes e programas de cultivo. MPF acompanha novas ameaças ao habitat da planta e estuda medidas para reforçar a proteção e preservar a biodiversidade da região. (MPF)
Pesquisadores estão desenvolvendo projeto que utiliza IA para interpretar sinais biológicos de espécies como ostras, morcegos, abelhas e árvores, com o objetivo de medir o nível de estresse ambiental em áreas urbanas. A iniciativa pretende criar um Índice de Resiliência Metabólica, capaz de traduzir as respostas dos organismos às pressões ambientais e fornecer indicadores para planejamento urbano, conservação da biodiversidade e adaptação às mudanças climáticas. (UFPE; CESAR)
Quase metade das florestas legalmente protegidas do Brasil está localizada em propriedades rurais privadas, segundo o Instituto Arapyaú. Levantamento mostra que 45,2% das áreas florestais conservadas do país estão em terras privadas por meio de Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente, evidenciando o papel dos produtores rurais na conservação ambiental. (Instituto Arapyaú)
Comissão de Valores Mobiliários alterou regras de divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, tornando voluntária a adoção desses relatórios por companhias abertas. As mudanças mantêm o uso de padrões internacionais de reporte, mas oferecem maior flexibilidade para que as empresas decidam se a divulgação é adequada aos seus negócios. As companhias que optarem por não adotar os padrões deverão informar e justificar sua decisão ao mercado por meio do modelo “pratique ou explique”. (CVM)
Moratória da Soja entrou no centro da disputa comercial entre Brasil e EUA após ser citada pelo governo norte-americano como um dos argumentos para recomendar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo o relatório, medidas adotadas no MT para enfraquecer o acordo reduzem os incentivos ao combate ao desmatamento. O documento destaca a legislação estadual que limita benefícios fiscais para empresas participantes da Moratória da Soja, iniciativa que restringe a compra de soja produzida em áreas da Amazônia desmatadas após 2008. (Governo dos EUA)
Rabobank Brasil estruturou financiamento de US$ 20 milhões para a Bioenergética Aroeira, em MG, vinculado ao cumprimento de metas ambientais e sociais. A operação prevê que as condições do crédito variem conforme o desempenho da empresa em indicadores como eficiência no uso de fertilizantes, ampliação do uso de biometano, aumento da participação feminina no quadro de funcionários e expansão de programas sociais. Os recursos apoiarão iniciativas de descarbonização e melhoria da eficiência operacional no setor sucroenergético. (Rabobank Brasil; Bioenergética Aroeira)
MS abre seleção para elaborar Plano Estadual de Transição Energética com investimento de R$ 650 mil. Projeto pretende definir metas, estratégias e diretrizes para ampliar o uso de energias renováveis, reduzir emissões de gases de efeito estufa e fortalecer a segurança energética. Atualmente, 91,35% da matriz elétrica do estado já é composta por fontes renováveis, como energia solar, biomassa e pequenas hidrelétricas. (Semadesc/MS)
Bahia e Pará receberam o Projeto Cacau Brasil Agrofloresta, iniciativa estratégica do Ministério da Agricultura para ampliar a produção sustentável de cacau por meio de sistemas agroflorestais. Com investimentos de US$ 30,9 milhões, o projeto busca promover a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas, integrando produção agrícola, conservação ambiental e desenvolvimento territorial nos biomas Amazônia e Mata Atlântica. A expectativa é implantar 12,5 mil hectares de sistemas agroflorestais, reduzir 5,18 milhões de toneladas de CO₂ equivalente e beneficiar diretamente cerca de 69 mil pessoas. (Mapa)
Conexsus informou que 87 negócios comunitários apoiados pela organização atuam em quatro biomas brasileiros, contribuindo para a conservação de cerca de 5,5 milhões de hectares de áreas naturais. Em 2024, esses empreendimentos registraram faturamento bruto de R$ 167,8 milhões com produtos como açaí, castanha-do-brasil, cacau, mandioca, frutas, sementes, borracha e óleos vegetais. A organização também participará da NaturalTech 2026, entre 10 e 13 de junho, em São Paulo, no estande conjunto “Casa da Sociobio”, ao lado de WWF-Brasil e Central do Cerrado, para promover negócios comunitários e cadeias da sociobiodiversidade. (Conexsus; WWF-Brasil; Central do Cerrado)
Dados da Plataforma ABC+ indicam que o Brasil já contabiliza 204,87 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente em benefícios climáticos, o que representa 19,65% da meta prevista pelo Plano ABC+ para 2030. Divulgado em meio às ações do Dia Mundial do Meio Ambiente, o levantamento aponta cerca de 65 milhões de hectares com adoção de sistemas produtivos sustentáveis monitorados pelo programa, presentes em 3,61 milhões de propriedades rurais. A meta do Plano ABC+ é gerar benefícios climáticos equivalentes a aproximadamente 1,04 bilhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente até 2030. (Plataforma ABC+; MAPA; Ascenza Brasil)
Binatural aderiu a movimentos da Ambição 2030 do Pacto Global da Organização das Nações Unidas – Rede Brasil: Ambição Net Zero, Salário Digno, Mente em Foco e Conexão Circular. A assinatura ocorreu durante o 4º Fórum Ambição 2030, em SP, e formaliza compromissos da empresa em descarbonização, economia circular, saúde mental e valorização das pessoas. A companhia informou que, em 2025, utilizou quase 22 milhões de litros de óleo de cozinha usado na produção de biodiesel, evitando a contaminação potencial de mais de 530 bilhões de litros de água. (Binatural; Pacto Global da ONU – Rede Brasil)
Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura destacou que a restauração de ecossistemas pode gerar até 2,5 milhões de empregos diretos no Brasil até 2030, além de atrair investimentos e contribuir para a remoção de carbono da atmosfera. A entidade defende que a conservação ambiental, os serviços ecossistêmicos, os mercados de carbono e a bioeconomia ampliam o chamado “PIB Verde”, em um contexto global no qual soluções positivas para a natureza podem gerar US$ 10,1 trilhões em valor anual de negócios e 395 milhões de empregos até 2030, segundo o Fórum Econômico Mundial. (Coalizão Brasil; Fórum Econômico Mundial)
União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia e Bioenergia Brasil contestaram questionamentos do Escritório do Representante Comercial dos EUA sobre o acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro, após a investigação da Seção 301 citar o tema entre práticas brasileiras consideradas restritivas ao comércio. As entidades afirmaram que a tarifa brasileira sobre etanol importado segue a Tarifa Externa Comum do Mercosul e não é direcionada aos EUA. Também defenderam que divergências comerciais sejam tratadas por diálogo e negociação, preservando a agenda comum de biocombustíveis e transição energética. (UNICA; Bioenergia Brasil; USTR)
Netafim destacou o avanço da demanda por informação técnica sobre irrigação no Brasil em meio à pressão por eficiência hídrica, produtividade e uso sustentável dos recursos naturais. A primeira temporada do Netacast, podcast da empresa, reuniu quase 40 mil visualizações e streams em 12 episódios sobre agricultura irrigada, manejo, tecnologia e sustentabilidade em cadeias como café, citros e cacau. Segundo a empresa, ampliar o acesso ao conhecimento técnico é parte da estratégia para tornar a irrigação mais acessível e apoiar uma agricultura mais resiliente aos desafios climáticos. (Netafim)
ApexBrasil apresentou na sede da FAO, em Roma, estudo sobre trajetórias de descarbonização da pecuária de corte brasileira até 2050. Desenvolvido pelo Centro de Estudos do Agronegócio da FGV, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, o levantamento projeta redução de até 92,6% na intensidade de emissões da pecuária brasileira nos cenários mais ambiciosos com o Plano ABC+. Segundo o estudo, a combinação de recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária-floresta e ganhos de produtividade permitiria reduzir a área de pastagens e manter a produção em patamares elevados, reforçando o chamado “efeito poupa-terra”. (ApexBrasil; FGV Agro; ABIEC)
Kraft Heinz Brasil informou que 100% dos tomates fora do padrão industrial em suas lavouras são mantidos no campo e transformados em adubo orgânico, como parte de práticas de redução de resíduos e melhoria da saúde do solo. A empresa também afirmou que a unidade de Nerópolis, GO, reduziu o consumo hídrico em quase 70% nos últimos cinco anos com sistemas de reaproveitamento de água, inclusive na lavagem de frutos. Segundo a companhia, cerca de 70 agricultores locais recebem suporte técnico pelo Programa de Excelência Agrícola, e todos os parceiros da Heinz obtiveram certificação Farm Sustainability Assessment. (Kraft Heinz Brasil)
TO foi incluído no plano federal de prevenção a incêndios florestais para a estiagem de 2026, diante do risco de queimadas e da possível influência do El Niño. Segundo o planejamento, três municípios do estado foram classificados em faixa intermediária de risco, em um mapeamento que também inclui cidades do Pará, Amazonas e Mato Grosso. O governo federal prevê ações integradas de fiscalização, prevenção e combate ao fogo, com participação de órgãos como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Polícia Federal, Ministério da Defesa e forças de segurança. (MMA; Ibama; ICMBio)
Governo de MG informou que sua política tributária inclui regimes especiais para incentivar o uso de energia limpa em processos industriais, com diferimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços para biometano, hidrogênio verde, biodiesel e macaúba, além de isenção para energia fotovoltaica em determinadas operações. Segundo o governo estadual, a medida busca atrair investimentos e apoiar a descarbonização da indústria mineira. Um dos exemplos citados é a usina de biometano da Asja GBio, em Sabará, viabilizada com redução da carga tributária sobre a venda do combustível, com previsão de cerca de 500 empregos diretos e indiretos. (Governo de Minas Gerais; SEF-MG; Asja GBio)
Inpasa informou que reduziu em 59% a intensidade de suas emissões de gases de efeito estufa em comparação com 2021, alcançando 6,845 kg de dióxido de carbono por tonelada de milho processada, segundo seu Relatório de Sustentabilidade 2025. A companhia também afirmou que mais de 99% da energia consumida em suas unidades é de origem renovável e que gerou mais de 2.080 GWh de energia elétrica limpa no ano. Entre as ações citadas estão o uso de biomassas regionais em caldeiras, geração solar, tratamento de 100% dos efluentes e reaproveitamento de efluentes do etanol neutro para produção de biogás na unidade de Dourados, MS. (Inpasa)
USP passará a atuar como interveniente do UI GreenCityMetric, iniciativa internacional voltada à avaliação da sustentabilidade urbana em municípios. Segundo artigo publicado no Jornal da USP por Patrícia Iglecias, superintendente de Gestão Ambiental da universidade, a ferramenta utiliza indicadores sobre governança da água, gestão de resíduos, energia, mudanças climáticas, mobilidade urbana, planejamento territorial e conservação de áreas verdes para apoiar políticas públicas locais. A iniciativa busca aproximar conhecimento científico e gestão municipal, com apoio técnico da universidade a cidades interessadas em melhorar seu desempenho ambiental. (USP)
Codevasf promove programação especial pelo Dia Mundial do Meio Ambiente para debater sustentabilidade, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, governança ambiental, conservação de recursos naturais e ações institucionais alinhadas à Agenda 2030. O evento incluiu palestras sobre aplicação prática dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e logística sustentável em contratações públicas, além da apresentação do programa Revitalizar para Produzir, voltado à recuperação hidroambiental e ao desenvolvimento sustentável nas áreas atendidas pela Companhia. A iniciativa também marcou a divulgação de publicação técnico-científica sobre ictiofauna e biodiversidade aquática. (Codevasf)
Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional regra da Lei nº 15.042/2024 que obrigava seguradoras, entidades abertas de previdência complementar, sociedades de capitalização e resseguradores a aplicar pelo menos 0,5% de suas reservas técnicas e provisões na compra de créditos de carbono ou cotas de fundos vinculados a esses ativos. A decisão, tomada na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 7795, considerou que a exigência violava os princípios da isonomia, da livre iniciativa e da segurança jurídica, ao impor obrigação financeira a entidades que não são as principais emissoras de gases de efeito estufa. (STF)
Novas regras do Conselho Monetário Nacional ampliaram as exigências de monitoramento e análise socioambiental em operações de crédito rural, aumentando a demanda por ferramentas de inteligência territorial no sistema financeiro. Resolução CMN nº 5.267/2025 atualizou as regras de fiscalização por sensoriamento remoto, enquanto a Resolução CMN nº 5.268/2025 alterou normas sobre impedimentos sociais, ambientais e climáticos no Manual de Crédito Rural. Segundo a Agrotools, esse cenário exige que bancos e cooperativas integrem dados ambientais, territoriais, documentais e produtivos para acompanhar operações ao longo do ciclo do crédito. (Banco Central; Agrotools)
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social captou R$ 1 bilhão junto ao Instituto de Crédito Oficial da Espanha para financiar projetos verdes e sustentáveis no Brasil. A operação deverá apoiar iniciativas com impactos positivos para o meio ambiente, incluindo sustentabilidade, mudanças climáticas, redução de emissões, energias renováveis, eficiência energética e infraestrutura sustentável. (BNDES; ICO)
Banco do Nordeste informou que destinou R$ 2,3 bilhões, entre janeiro e abril de 2026, a projetos enquadrados na Nova Indústria Brasil. Os recursos apoiam cadeias produtivas sustentáveis, infraestrutura e descarbonização na área de atuação do banco, que inclui o Nordeste e partes de Minas Gerais e Espírito Santo. Do total, R$ 704,7 milhões foram direcionados a cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais, enquanto R$ 270,8 milhões apoiaram iniciativas de bioeconomia, transição energética e redução de emissões. (BNB)
Equinor, Embrapii e Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais iniciaram projeto de R$ 26,4 milhões para desenvolver biometano a partir de resíduos da produção de etanol. A iniciativa Res2Bio pretende ampliar o aproveitamento de bagaço, palha, vinhaça e torta de filtro da cana-de-açúcar como fontes de energia renovável, com potencial para substituir gás fóssil usando infraestrutura já existente. (Equinor; Embrapii; CNPEM)
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços avançou na implementação do Programa Selo Verde Brasil, iniciativa voltada à certificação de produtos e serviços com critérios ambientais, sociais e de governança. O programa busca criar parâmetros verificáveis de sustentabilidade, fortalecer a economia circular e ampliar a competitividade de empresas brasileiras em mercados nacionais e internacionais. (MDIC)
Brasil tem avançado em projetos-piloto de aço de baixa emissão, com iniciativas envolvendo hidrogênio verde, reciclagem de aço e uso de energia renovável na siderurgia. Axia Energia anunciou parceria com grupos alemães para desenvolver uma usina de hidrogênio verde voltada à produção de aço de baixo carbono, enquanto a Companhia Siderúrgica Nacional lançou uma planta de hidrogênio verde no PR. Apesar do potencial brasileiro em minério de ferro de alta qualidade, matriz elétrica renovável e projetos de hidrogênio verde, o setor ainda enfrenta entraves como concorrência do aço chinês, alto custo de descarbonização, falta de padronização internacional para “aço verde” e pressão da taxa de carbono da União Europeia. (Axia Energia; CSN; MDIC)

América Latina
Argentina Carbon Forum reuniu especialistas, empresas, investidores e organizações em Buenos Aires, nos dias 3 e 4 de junho, para discutir mercados de carbono, financiamento climático e estratégias de descarbonização. A programação incluiu debates sobre Artigo 6 do Acordo de Paris, mercado voluntário, descarbonização industrial, bioeconomia e oportunidades para projetos climáticos na América Latina. (Argentina Carbon Forum)
Fundação ProYungas e Ministério da Economia e Produção da província de Tucumán na Argentina apresentaram o livro “Argentina Sustentable: El Norte Grande” elaborado por mais de 100 autores, destacando a importância social, econômica e ambiental da região norte da Argentina. A publicação defende modelos de desenvolvimento que integrem conservação ambiental, produção sustentável e inclusão social, reunindo contribuições da academia, setor produtivo, comunidades indígenas, sociedade civil e governo. (Fundação ProYungas; Ministério da Economia e Produção de Tucumán)
Deputado argentino José Glinski apresentou projeto de lei que obriga empresas petrolíferas a assumir custos de fechamento de poços e remediação de passivos ambientais deixados pela atividade hidrocarbonífera. A proposta prevê a criação de fundo federal financiado pelas empresas, registro público de passivos ambientais e garantias financeiras para cobrir ações de recuperação ambiental, além de vincular essas atividades à geração e manutenção de empregos nas regiões produtoras durante a transição energética. (Câmara dos Deputados da Argentina)
Startup argentina Nideport captou mais de US$ 7 milhões em investimentos internacionais para desenvolver projetos de restauração florestal na Mata Atlântica de Misiones, combinando créditos de carbono, inteligência artificial e drones autônomos. A empresa atua em mais de 22 mil hectares de áreas degradadas, onde contribuiu para a captura de mais de 1,2 milhão de toneladas de CO₂ e para a redução de incêndios florestais. Além da restauração ambiental, a Nideport desenvolveu plataforma tecnológica que utiliza IA, sensores e imagens de satélite para monitorar florestas em tempo real e apoiar projetos de conservação. (Nideport)
Pesquisadores do Chile publicaram carta na revista Nature alertando que mudanças de governo podem comprometer avanços ambientais construídos ao longo de décadas. Os pesquisadores destacam que a revisão de decretos ambientais evidencia como políticas de conservação da biodiversidade, proteção de áreas naturais e adaptação às mudanças climáticas podem ser enfraquecidas por ciclos eleitorais. O estudo ressalta que a proteção ambiental é fundamental não apenas para a biodiversidade, mas também para a estabilidade econômica de países que dependem fortemente de recursos naturais. (Universidade do Chile; Universidad Mayor)
Iniciativa Conserva Aves lançou no Chile uma chamada pública para financiar a criação, ampliação e homologação de áreas protegidas privadas voltadas à conservação de aves ameaçadas, endêmicas e migratórias. O programa disponibilizará até US$ 107 mil por projeto e apoiará comunidades locais, organizações indígenas e entidades da sociedade civil na proteção de habitats críticos. (Conserva Aves; Fundo Natureza Chile)
Peru oficializou adesão ao Compromisso Intergovernamental sobre Posse da Terra, iniciativa internacional voltada ao fortalecimento da governança territorial e à redução do desmatamento até 2030. A medida busca ampliar a proteção da Amazônia, reforçar direitos territoriais dos povos indígenas e facilitar acesso a financiamento climático e cooperação internacional para ações de conservação e desenvolvimento sustentável. (Ministério das Relações Exteriores; FCLP)

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