Overview by AgriBrasilis (16/05/26 – 22/05/26)

Published on: May 21, 2026

Safra recorde pode levar exportações argentinas acima de US$ 36 bilhões em 2026


Colheita de soja e milho impulsiona exportações, que podem superar US$ 36 bilhões em 2026. Produção de soja estimada em 50 milhões de toneladas e milho em 68 milhões de toneladas. O avanço da safra acelerou o escoamento dos grãos, com recorde de caminhões nos portos de Rosário. (BCR)

Inflação de 2,6% em abril, abaixo dos 3,4% de março. No acumulado em 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor chegou a 32,4%. Apesar da desaceleração mensal, o governo de Javier Milei ainda enfrenta dificuldades para manter a inflação abaixo de 2% ao mês, em meio à volatilidade cambial e aos efeitos do ajuste econômico. (Indec)

Ministro da Agricultura, André de Paula, cumpre missão oficial na China para fortalecer a cooperação agropecuária e ampliar mercados para produtos brasileiros. A agenda inclui participação na SIAL 2026 e reuniões com autoridades chinesas sobre comércio, questões sanitárias e agricultura sustentável. O Brasil terá participação recorde na feira, com 82 empresas expositoras e expectativa de gerar US$ 3,3 bilhões em negócios. (MAPA)

Exportações do agro somaram US$ 16,65 bilhões em abril, alta de 11,7% em relação ao mesmo mês de 2025 e recorde para o período. Desempenho foi impulsionado principalmente pelas vendas de soja em grãos, além do aumento no volume embarcado. O agro respondeu por 48,8% das exportações totais do país no mês. (MAPA)

China autorizou a reabilitação de três frigoríficos brasileiros para retomar exportações de carne bovina após suspensão em 2025. Entre as unidades liberadas está a planta da JBS em Mozarlândia, Goiás. A decisão foi tomada após reunião entre autoridades brasileiras e chinesas em Pequim e reforça a confiança no sistema sanitário do Brasil, de acordo com o setor. (ABIEC)

Aumento da probabilidade de El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, há 62% de chance de estabelecimento do padrão El Niño entre junho e agosto, com probabilidade subindo para 80% a partir de agosto. Caso o cenário se confirme, o fenômeno deve influenciar principalmente o fim do inverno e a primavera no Brasil, com tendência de aumento das chuvas no Sul, elevando riscos para trigo e aveia, especialmente nas fases de floração, enchimento de grãos e maturação. No Norte, Nordeste e em parte do Centro-Oeste e Sudeste, a redução das chuvas pode aumentar a frequência de veranicos, prejudicando a implantação e o desenvolvimento inicial de culturas como soja e milho. Disponível em: https://portal.inmet.gov.br/uploads/notastecnicas/Nota-T%C3%A9cnica.pdf (Inmet)

Demanda interna por milho deve atingir nível recorde de 100 milhões de toneladas em 2026, alta de 11,11% em relação ao ano anterior, impulsionada principalmente pela expansão do setor de etanol de milho. O crescimento também é sustentado pelo aumento do consumo na produção de rações animais, que segue como principal destino do grão no país. (Pátria AgroNegócios)

Com investimento de R$ 27 milhões, a Fazenda Sentinela, em Cerrito, RS, está construindo uma megaestrutura voltada à exportação de gado vivo, com capacidade para movimentar até 120 mil bois/ano. O projeto inclui confinamento para até 22 mil animais simultâneos e infraestrutura logística e sanitária voltada ao mercado internacional, especialmente o Oriente Médio. A iniciativa reforça a expansão da pecuária brasileira em operações de larga escala e alta tecnificação para exportação. (Fazenda Sentinela)

Agronegócio está negociando com a União Europeia para restabelecer sua autorização de exportação de carne para o bloco, após a retirada do país da lista de fornecedores habilitados. A medida europeia foi motivada por exigências mais rígidas de rastreabilidade e controle do uso de antimicrobianos ao longo de toda a cadeia produtiva. MAPA e entidades do setor trabalham na criação de um protocolo que permita separar produtores conforme às regras europeias. Caso não haja acordo, a restrição pode entrar em vigor em setembro. (Senado Federal)

Cooperativismo catarinense registrou faturamento de R$ 105,7 bilhões em 2025, crescimento de 15,8% em relação ao ano anterior. O resultado reflete a expansão do setor no estado, com avanço contínuo nos últimos anos e projeções de manter crescimento até 2028. (Sistema OCESC)

Liberação de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural caiu 62,8% até maio de 2026 na comparação com 2024. Total aprovado foi de R$ 100 milhões para os meses de maio, agosto e novembro, em meio a um descompasso entre orçamento previsto e execução do programa. (FGV Agro)

Exportações de produtos agropecuários para países do Conselho de Cooperação do Golfo cresceram 1,97% no primeiro quadrimestre de 2026, totalizando US$ 1,76 bilhão, segundo dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. O resultado ocorreu apesar do aumento dos custos logísticos devido ao conflito no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz, com ajuste de rotas pelos exportadores. Entre os destaques, açúcar (+28,74%), carne bovina (+28,77%) e café (+58,50%) tiveram forte crescimento, enquanto o milho também avançou no período. Já as exportações de frango recuaram 5,98%. (Câmara de Comércio Árabe-Brasileira)

Governo anunciou medidas para reduzir impactos do El Niño no setor agropecuário. As ações incluem subsídios para insumos agrícolas, programas de gestão de risco, sistemas de irrigação e incentivos ao seguro rural, com foco em fortalecer a resiliência produtiva em mais de 400 municípios. (Minagri)

Economia cresceu 2,2% no primeiro trimestre de 2026, com desempenho desigual entre os setores. O avanço foi puxado por comércio, serviços e indústria, enquanto o setor agropecuário recuou 1,4%, com forte queda na produção de café (-30,5%) e na piscicultura (-19,5%), impactando especialmente regiões como o Huila, onde essas atividades têm peso relevante na economia local. (DANE)

Federação Nacional de Avicultores da Colômbia alertou para risco de desabastecimento no setor avícola devido a bloqueios na via para Buenaventura, causados por protestos de comunidades de mineração artesanal. Segundo a entidade, o porto recebe cerca de 234 mil toneladas mensais de milho, soja, farelo de soja e outros insumos para ração, equivalentes a 7,8 mil toneladas por dia. A paralisação afeta o abastecimento de plantas de ração e coloca em risco a produção de ovos e carne de frango no país. (Fenavi)



Levantamento divulgado em 2026 pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos da Costa Rica apontou queda na área plantada de cultivos tradicionais entre 2019 e 2024. O café recuou de 81.937 para 71.570 hectares, enquanto a batata caiu de 3.298 para 1.679 hectares e a cenoura de 923 para 549 hectares, refletindo mudanças na estrutura produtiva do setor agrícola. (INEC)

Panamá mantém bloqueio às exportações agropecuárias da Costa Rica, que já acumula perdas superiores a US$ 200 milhões. A medida interrompe o envio de cerca de 85 mil quilos diários de leite e afeta também carnes, frutas e outros produtos agrícolas, gerando impactos em diversas cadeias produtivas e tensões diplomáticas entre os dois países. (OMC)

Câmara de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas busca expandir o programa de responsabilidade social “Nutrición con Soja” para mais regiões do Paraguai, em parceria com a Fundação Sarabia e a Governadoria de Alto Paraná. A iniciativa distribui gratuitamente derivados de soja, como leite e bagaço, a famílias vulneráveis em mais de 12 estabelecimentos no país, além de oferecer capacitação para o preparo de receitas à base de soja. (Capeco)

Uruguai ficou com 63% da cota de arroz concedida pela UE ao Mercosul para 2026, segundo a subsecretária de Relações Exteriores, Valeria Csukasi. Cota anual de 6.667 toneladas já foi totalmente utilizada, com predominância das exportações uruguaias. Governo destacou o resultado como um dos primeiros efeitos comerciais do acordo entre Mercosul e UE para o setor agropecuário. (Ministério das Relações Exteriores)



 

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