Fertilizantes nitrogenados de baixo carbono começam a se aproximar da viabilidade
Brasil
MS registrou 53 empresas em recuperação judicial no terceiro trimestre de 2025. O índice estadual foi de 1,56 empresa em recuperação judicial a cada mil empresas ativas, com liderança de pedidos no cultivo de soja. (RGF & Associados)
Fertilizantes nitrogenados de baixo carbono começam a se aproximar da viabilidade econômica no Brasil, com custo da amônia de base renovável, híbrida e fóssil entre US$ 600 e US$ 1.000 por tonelada. Levantamento aponta que a amônia representa 60% a 90% do custo final e que 97% dos fertilizantes nitrogenados usados no país ainda são importados. Potencial de produzir 3,8 milhões de toneladas de nitrogênio por ano no Brasil, sendo 1,2 milhão por fontes de baixo carbono, em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes. (Instituto E+ Transição Energética; Rocky Mountain Institute)
Nutrien acertou a venda de duas unidades de armazenagem e mistura de fertilizantes em Araxá, MG, e Cristalina, GO, para a mineira Terrena Agronegócios. A transação ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Valor não foi divulgado. (Nutrien)
Sulboro, fabricante de fertilizantes à base de boro, informou ter investido R$ 27 milhões em 2025, com foco na construção de uma nova planta industrial em Montenegro, RS, inaugurada em 16 de dezembro, que deve triplicar a produção anual. Do total, R$ 25 milhões foram destinados à nova fábrica (R$ 18 milhões via financiamento do BNDES e R$ 7 milhões de recursos próprios) e outros R$ 2 milhões à adaptação da unidade de Canoas para novos produtos. A empresa mira crescimento de cerca de 25% ao ano, com capacidade plena até 2030. (Sulboro)
Brasileira Biotrop assumirá a gestão da divisão BioWorks, focada em biopesticidas e bioestimulantes para horticultura. A operação é apresentada como parte da estratégia de internacionalização, com reforço de presença nos EUA e na UE. (Biotrop)
Citricultura terá um novo Centro de Pesquisa Aplicada, o CPA Citros, sediado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba (SP). A iniciativa reúne Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz e Fundo de Defesa da Citricultura, com investimento previsto de R$ 90 milhões em cinco anos, voltado principalmente a soluções para o controle do greening. (Esalq/USP)
Felipe Vieira assumiu a diretoria comercial da PI AgSciences no Brasil, com foco em estruturar e liderar o time comercial e acelerar geração de demanda. (PI AgSciences)
Bruno Zuntini assumiu o cargo de diretor de Desenvolvimento Técnico de Mercado na Syngenta. (Syngenta)
Governo de Tocantins abriu prazo para recadastramento de estabelecimentos agropecuários, medida vinculada à atualização cadastral para ações sanitárias e de fiscalização. A orientação é que produtores e responsáveis regularizem informações junto ao órgão estadual de defesa agropecuária. (Agência Tocantins)
Ibama suspendeu cautelarmente, no contexto da reanálise ambiental do fipronil, os resultados de Avaliação de Periculosidade Ambiental para cenários de uso específicos por tratamento de sementes, aplicação em solo e imersão de mudas, citando potencial risco às abelhas e ausência de manifestação de interesse de titulares/registrantes em defender certos cenários. O comunicado também retifica ato de 2022 para retomar tramitações de pleitos de registro e alterações de registro de produtos formulados com fipronil, à luz da Lei nº 14.785/2023, e informa que novos cenários não autorizados devem apresentar todos os dados exigidos na reanálise, com aplicação isonômica das mesmas exigências a avaliações aprovadas após a publicação. Reitera-se ainda a suspensão da indicação de uso por pulverização foliar em área total para produtos com fipronil em reanálise ambiental. (Ibama)
Engenheiro agrônomo Hugo Centurion assumiu a diretoria da Ascenza Brasil. (Ascenza Brasil)
Supremo Tribunal Federal julgou improcedentes as Ações Diretas de Inconstitucionalidade 5.553 e 7.755, que buscavam derrubar benefícios fiscais concedidos a agrotóxicos, incluindo dispositivos do Convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária nº 100/1997 (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e a alíquota zero do Imposto sobre Produtos Industrializados prevista no Decreto nº 11.158/2022 (antes Decreto nº 8.950/2016). A decisão foi por maioria, com voto condutor do ministro Cristiano Zanin (redator para o acórdão), vencidos Edson Fachin e Cármen Lúcia (procedência) e, parcialmente, André Mendonça e Flávio Dino. Na prática, mantém-se o desenho vigente de desonerações. (STF)
Ferrugem-asiática da soja já soma 144 ocorrências no início de janeiro de 2026, com maior concentração no Paraná (88) e no Mato Grosso do Sul (44), segundo o Consórcio Antiferrugem. A pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, afirma que o aumento reflete maior detecção e circulação de esporos, não perda de controle, reforçando a necessidade de monitoramento e manejo eficiente com fungicidas. O alerta inclui atenção às plantas voluntárias e ao plantio mais precoce no Sul, além do uso de multissítios em associação diante da resistência de Phakopsora pachyrhizi. (Consórcio Antiferrugem)
MAPA publicou resumo de pós-registros de agrotóxicos, com 21 solicitações de cancelamento de registros e/ou pleitos de registros. (DOU, Ato n° 2 de 08/01/2025, MAPA)
Grupo Formoso, dono da Uniggel Sementes, pede recuperação judicial. Grupo deve próximo a R$ 1.3 bilhões. Um dos fatores que levou a empresa a essa decisão foram as recuperações judiciais de clientes. (Grupo Formoso)

América Latina
Nissan Chemical America Corporation nomeou Diego Fernando Pereira como líder de Marketing e Desenvolvimento para a América Latina. A empresa destaca a experiência do executivo em biológicos, reguladores de crescimento, bioestimulantes, proteção de cultivos e nutrição vegetal. (Nissan Chemical America Corporation)
França anunciou que vai endurecer os controles e suspender a entrada de frutas e outros alimentos importados da América do Sul quando houver resíduos de ingredientes ativos proibidos na União Europeia, como mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim. A medida foi comunicada pela ministra da Agricultura, Annie Genevard, e pelo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, e deve ser formalizada por decreto nos próximos dias, com fiscalização reforçada nos pontos de entrada. O anúncio ocorre em meio a protestos no campo e à pressão política contra o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. (Governo da França)
Segundo Carlos Campos Alfaro, presidente da Associação de Formuladores e Comercializadores de Agroinsumos da Costa Rica, os agroquímicos genéricos são estratégicos para a competitividade agrícola ao reduzir custos e ampliar o acesso a ferramentas fitossanitárias, desde que cumpram exigências técnicas e regulatórias. O artigo defende um sistema de registro ágil, transparente e baseado em ciência para ampliar opções legais no mercado e reduzir riscos de uso de produtos ilegais ou não registrados. (Asoagro)
No Uruguai, está em pauta o imposto interno (IMESI) sobre ingredientes ativos classificados pela Organização Mundial da Saúde como “extremamente” ou “altamente” perigosos (categorias 1a e 1b). A cobrança seria definida por litro ou quilo de ingrediente ativo (inclusive quando contido em produtos formulados), com teto de 25 Unidades Indexadas por litro/quilo. O governo argumenta que o mecanismo desestimula o uso de substâncias mais tóxicas; críticos apontam risco de repasse de custos ao produtor e impacto na competitividade. (Governo do Uruguai)
Ureia granulada produzida pela Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos, estatal da Bolívia, recebeu certificação do Instituto Boliviano de Normalização e Qualidade, com referência à norma ISO 18642:2024. A Câmara Boliviana de Hidrocarburos y Energía afirma que o selo reforça a confiança do mercado e a competitividade do produto para exportação. (Cámara Boliviana de Hidrocarburos y Energía)
BASF nomeou Igor Teles Oliveira como líder de Marketing Estratégico para Tratamento de Sementes, com atuação voltada à América Latina. (BASF)
Estudo com pesquisadores do Instituto de Ecologia do México indica que herbicidas à base de glifosato não comprometem a ação viral no controle de Spodoptera frugiperda em laboratório e casa de vegetação. O trabalho relata ausência de mudanças em crescimento, sobrevivência e desenvolvimento das lagartas sob doses recomendadas do herbicida. (Inecol)

LEIA MAIS:
Agro brasileiro “não superou o tarifaço imposto pelos EUA”
